terça-feira, julho 21, 2026

"OLHA O FUMO!" - DE ONDE VEM O TERMO "FUMEIRO" NA CULTURA POLÍTICA IPUENSE?

Nas eleições municipais de 1962, o médico camocinense Francisco Rocha Aguiar tentou quebrar o monopartidarismo de Ipu disputando a eleição para prefeito pelo PSD contra Antônio Pereira de Farias da UDN que era o candidato indicado pelo então gestor municipal Zifirino de Castro.

Após a derrota de Dr. Rocha, seus opositores passaram ironicamente a fazer chacota dos seus eleitores gritando “Olha o Fumo!”, numa alusão ao popular pacote de Fumo Rocha que era muito popular nas cidades camponesas do interior do nordeste. 

Mesmo com as seguidas vitórias que o grupo político do Dr. Rocha Aguiar obteve durante os anos de 1970, a memória do eleitor ipuense passou a generalizar o termo jocoso “Olha o Fumo!”, independente da ala política derrotada ou vitoriosa, como uma espécie de esculacho imprescindível para demeritar os amigos e inimigos derrotados nas urnas com seus candidatos.

A essa expressão, sobretudo com a continuidade da tradicional e acirrada polarização da política da Terra de Iracema, foi incorporado o termo “fumeiro” na cultura popular ipuense para se referir aos eleitores derrotados. 

Portanto, se você está lendo esse texto e não for ipuense, saiba que fumeiro no palavreado da nossa terrinha, tem esse sentido meio brincalhão de sentido político. 

segunda-feira, julho 20, 2026

AS LIMITAÇÕES DA ESPANHA E O ALEATÓRIO DO FUTEBOL QUE LHE FACILITOU O TÍTULO

O futebol é encantador, entre vários outros motivos, por ser um esporte que possibilita a vitória de um time pior sobre um melhor. Mas por que isso acontece? Tenho a minha teoria daquilo que chamo de “fator aleatório”. 

Escrevo aqui um dia após o final da Copa do Mundo de 2026, após observar uma saraivada de elogios à campeã Espanha que venceu a Argentina pelo pobre placar de 1 a 0. Na TV, nas redes sociais, o que se escuta é: “A Espanha dominou toda a partida com sua qualidade de posse de bola”, “Venceu a melhor Seleção. Aquela que quis jogar futebol” e a “Argentina foi anulada pela qualidade tática da Espanha”

Estamos sempre com uma mídia esportiva repleta de "engenheiros de obra pronta", os quais não observam que um jogo de Copa mostra o quanto uma equipe muda (ou expõe limitações) de um confronto para outro. A Espanha que sobrou sobre a encantadora França nas semifinais, mostrou-se na decisão um time questionável. 

ALEATÓRIO I

A “competente” Espanha não conseguiu, com seu elenco que gosta da posse de bola, furar a defesa da “limitada” Argentina. O time de Messi, certamente sabia das suas limitações e jogava nitidamente por uma bola, algo que o time ibérico não permitiu que essa oportunidade acontecesse no tempo normal. Os sul-americanos tinham o plano B (ou seria A, como queira), que era levar a decisão para as cobranças de pênaltis.  

A partida já se encaminhava para a prorrogação quando, numa jogada aleatória, o volante argentino Enzo Fernandes recebeu um segundo amarelo e foi expulso.  Caso não ocorresse esse episódio, os argentinos teriam mais possibilidades de segurar o burocrático e pouco inspirado ataque do apático Lamine Yamal. 

ALEATÓRIO II

E o gol da Espanha saiu! Mas só veio no início do segundo tempo da prorrogação, após 106 minutos de um ataque ineficiente. Mas um detalhe chamou a atenção: o jovem Giuliano Semeone, após subir para o ataque, desistiu de fazer uma marcação simples sobre o atacante Ferran Torres e infantilmente ficou ajeitando os meiões. Se tivesse atento, o gol não aconteceria. 

ALEATÓRIOS III, IV e V

Nos últimos cinco minutos da prorrogação, a “dominadora” Espanha quase via o jogo ir vergonhosamente para as penalidades. Aos 116 minutos, Lionel Messi recebeu de frente com o gol e disparou uma bomba, mas na trajetória da bola estava o rosto do espanhol Merino que foi a nocaute. 

Mostrando superioridade mental em meio a uma Espanha acuada, no ataque seguinte, Messi deu um genial passe para Semeone que cruzou rasteiro para dentro da pequena área para Senesi concluir. O zagueiro Cubarsí, por uma fração de antecipação, tirou para escanteio. 

Praticamente no último minuto, Giuliano Semeone, mais uma vez ele, perdeu um gol em uma batida livre de marcação já quase dentro da pequena área que passou por cima do travessão.

E se um dos aleatórios acima, apenas um deles, ocorressem de maneira diferente e a partida fosse para os pênaltis (independente de quem fosse a campeã), qual seriam as frases dos analistas de "obras prontas"? Uma delas certamente seria: “A Espanha se mostrou uma seleção limitada, sem alma, sem poder de finalização e foi superada pelo poder mental da Argentina”.

A Espanha "que ensinou como se joga", teve o fator sorte (o aleatório) do seu lado para não viver uma frustante não vitória em uma decisão de Copa do Mundo.

quinta-feira, julho 16, 2026

CID, UM "CAVALO-DE-TRÓIA" PARA TORNAR JÚNIOR MANO SENADOR

Acabou o dilema político sobre uma das vagas para senador na chapa governista e, certamente, com o desfecho planejado astutamente por Cid Gomes (PSB). O sobralense Senador, como assim pretendiam os caciques petistas Camilo Santana e Elmano de Freitas, sairá candidato à reeleição à câmara alta do Congresso. 

O plano teórico de Cid em ter como candidato do seu partido o Deputado Federal Júnior Mano (PSB) era, a meu ver, uma inteligente "cortina de fumaça" para poder barganhar, ao final e por meios estratégicos indiretos, uma vaga senatorial para o seu protegido. Cid sabia que a esquerda cearense jamais aceitaria Mano na linha de frente da campanha, um ex-bolsonarista e investigado pela Polícia Federal e STF por desvios de verbas em emendas parlamentares.

Os fins justificaram os meios. 

Dispostos a ter um Ferreira Gomes em sua chapa e palanque para uma tensa eleição governamental contra Ciro Gomes, Elmano e Camilo, ontem, 15 de julho, em Brasília e com as bênçãos do presidente Lula, sacramentaram as pretensões de Cid. O irmão de Ciro sairá como candidato do grupo, mas na condição de ter seu pupilo como primeiro suplente senatorial.

Navegando no poder financeiro e de articulação de Júnior Mano com quase 50 prefeituras cearenses lhe apoiando, Cid Gomes, caso seja eleito, confirmando assim seu favoritismo, deve minimamente dar metade do seu mandato para seu suplente como assim deve ter acordado em Brasília com as lideranças vermelhas. 

quarta-feira, julho 15, 2026

QUANTOS VOTOS GADYEL GONÇALVES PRECISA TER NAS URNAS IPUENSES?

É inegável que o resultado da eleição governamental e parlamentar desse ano servirá de parâmetro para a sucessão municipal ipuense de 2028. Considerando que teoricamente os dois grupos políticos locais - o situacionista Praia e o oposicionista Liberdade – estão apoiando a sucessão do governador Elmano de Freitas, os olhares para uma disputa interna destes se voltam para a votação dos seus Deputados apoiados. 

Um resultado satisfatório servirá de encorajamento e confiança para a militância partidária local em torno de seus líderes políticos. Resultados contrários sempre serão um sinal de alerta para seus líderes. No cenário da política de Ipu, a votação para Deputado Estadual a qual é mais vinculada ao partidarismo local e relativamente diferente da pulverizada votação para Deputado Federal, sempre traz números que merecem ser analisados com vistas à avaliação de preferência do eleitorado e, em especial, ao grau de aceitação da Gestão Municipal em curso. 

Em 2022, o então grupo Liberdade que comandava a prefeitura de Ipu com o prefeito Robério Rufino (PSB) e seu líder e tio Sérgio Rufino (PSB), saiu das urnas com o pior desempenho das suas três eleições para deputado disputadas desde quando passaram a comandar a cidade em 2013. Os Rufinos, com seu grupo Liberdade composto por dez dos treze vereadores da Câmara, tiveram um desempenho discreto de apenas 25%, ou seja, com 5.873 votos dados ao seu candidato a Dep. Estadual Cláudio Pinho. Fazendo um recorte regional, Robério Rufino teve o pior desempenho dos prefeitos da sua região. O sinal amarelo foi aceso para o então grupo de situação, mas suas lideranças, considerando a sua derrota em 2024, não leram corretamente o “recado das urnas”.  (LEIA MATÉRIA AQUI)

E para esse 2026? Vamos lá! A prefeita Milena Damasceno (PT) e o líder político e seu marido Lindbergh Martins têm como candidato oficial à Deputado Estadual Gadyel Gonçalves (PT). Mas, diferentemente do Clã Rufino, que estava parlamentarmente coeso em 2022, o grupo Praia conta apenas com seis vereadores em sua bancada. Curiosamente, com uma postura que causou estranhamento para muitos, Milena e Lindbergh “liberaram” praticamente todos os seus suplentes de vereador para apoiarem o deputado estadual Sérgio Aguiar (PSB). Em outra frente, mas também teoricamente dentro do seu grupo, o ex-prefeito Sávio Pontes, com seu poder de articulação, está pedindo votos para o cirista Tadeu Oliveira (PSDB). Soma-se a isso, também temos o vereador situacionista Elisafran Mororó, que dentro de um acordo muito previamente acertado, deverá trabalhar para o seu companheiro de partido Daniel Oliveira (MDB).

Considerando todo esse cenário de divisões dentro do grupo Praia, então o que esperar da votação de Gadyel em Ipu? 

Já que teremos agora uma projeção de 27 mil votantes, acredito que é imprescindível que se mantenha ou perpasse minimamente uns 20% dos sufrágios do próximo 4 de outubro. Ou seja, o poder da gestão e o carisma da prefeita Milena precisam politicamente de uns 5.500 votos. Caso contrário, e mesmo se querendo somar com “os outros estaduais do grupo”, há que se refletir se a estratégia de campanha foi realmente a correta. 

As urnas sempre deixam os seus recados. 

terça-feira, julho 14, 2026

AS "BENGALAS" E AS "PAVIOLAS" QUE DEVEM LEVAR ELMANO A VENCER CIRO GOMES

Ciro Gomes (PSDB) vem liderando as pesquisas eleitorais desde quando se propôs a ser o candidato de uma composição heterogênea antipetista, incluindo neoaliados direitistas do bolsonarismo que ele tanto combatera nos anos anteriores. A preferência aferida por todos os institutos sempre lhe dá uma boa folga em relação ao governador Elmano de Freitas (PT) que pleiteia a reeleição. 

Apesar de toda a empolgação dos seus apoiadores, sobretudo nas redes sociais com suas bolhas eleitorais, Ciro não conseguiu fazer em sua pré-campanha, em termos de adesões, sangrar o governo, retirando-lhe apoiadores estratégicos. Até o seu irmão, Cid Gomes (PSB), Senador virtualmente candidato à reeleição, não saiu da base governista e manteve o rompimento político familiar iniciado na última eleição governamental. Posto isso, e iniciando a campanha nesse próximo mês de agosto, Ciro não ganhou musculatura orgânica para o jogo jogado que realmente agora começa a acontecer.  O ex-ministro tem um discurso uníssono de combate às facções que têm seus apelos, mas que têm um limite para se vencer uma eleição no Ceará, como já vimos nos pleitos anteriores. 

AS BENGALAS DE ELMANO

Do outro lado, Elmano tem suas limitações carismáticas e é visto como "manco" na política partidária com seu histórico de político com histórico de apadrinhamentos, mas, por outro lado, tem um governo relativamente bem avaliado e herdado de um Camilo Santana (PT) que ainda se mantém vivo na memória eleitoral cearense. Mas existem outras "bengalas" como o próprio Cid Gomes e, principalmente, o Presidente Lula, com seu potencial de reeleição com os apelativos "13 lá, 13 cá", em um estado nordestino de DNA lulista.

AS PAVIOLAS DE ELMANO

Com mais de 90% dos prefeitos, incluindo o da capital cearense, e com mais de 80% dos deputados estaduais e federais, Elmano seguirá carregado por estes até as urnas. Mas também não podemos esquecer que ele é governador e tem também uma outra caneta a seu serviço, a do governo federal que tem o Ceará como um reduto histórico imprescindível.

UMA VITÓRIA COM EMOÇÃO, MAS SEM SUSTOS

Ciro com seu bom tempo de propaganda eleitoral e a sua verborragia encantadora, trará  emoção na campanha e nos debates. Ele certamente terá um bom teto eleitoral nas urnas, devido a simpatia e o sentimento de reparação como  um ex-presidenciável que nunca chegou a um segundo turno.  

Mas a meu ver, as leis da lógica política irão falar mais alto. Ademais, estamos falando de uma eleição com características muito fisiológicas no sentido estrutural, ou seja, onde o rolo-compressor da máquina fará a diferença na hora da decisão final do eleitor, sobretudo interiorano e periférico que, em maior parte, é mais dependente daqueles que controlam o poder. 

domingo, julho 12, 2026

FATOS NOVOS MUDAM A CORRIDA PRESIDENCIAL: BOLSONARISMO SEM PODER DE REAÇÃO

Quando fiz a postagem abaixo, estávamos no início do mês de abril. Naquele momento, Flávio Bolsonaro seguia “jogando parado” e crescendo nas pesquisas ao ponto de todas cravarem um empate técnico com o presidente Lula. O candidato do PT estava nas cordas do ringue em meio ao escândalo do Banco Master que atingia membros do STF e que acabavam por vincular ao governo devido ao bolsonarismo ser compreendido eleitoralmente como anti-Supremo, com seus abusos jurídicos sendo que os Ministros envolvidos em denúncias, Alexandre de Morais e Dias Tófolli, são vistos como defensores do governo por grande parte do eleitor comum. Flávio Bolsonaro, por sua vez, surfava na onda vestindo camisa que dizia: “O Pix é do (Jair) Bolsonaro e o Caso Master é do (governo) Lula!”.

Mas a política nacional pode virar uma gangorra em meio a fatos novos que tragam grande repercussão negativa para alguns dos candidatos competitivos à corrida presidencial. Daí veio a bomba do dia 13 de maio: um áudio vazado no qual Flávio pedia Milhões ao banqueiro Daniel Vorcado do Master em um momento em que o mesmo já era seriamente investigado pela Polícia Federal. Daí então, o Bolsonarismo sangrou.

Volto a escrever aqui faltando menos de noventa dias para as eleições em um cenário já diferente daquilo que eu via no quarto mês desse ano. Reescrevo agora que Lula segue sendo firme e forte como plano único da esquerda brasileira, alimentado pelas contradições e inabilidades políticas dos Bolsonaros. 

Além da vinculação íntima de Flávio com o Daniel do Master, o clã Bolsonaro convive com atritos internos com a madrasta Michele que se vitimitiza como perseguida pelos enteados, o que piora ainda mais a penetração eleitoral da direita com o eleitorado feminino que segue na tendência em não votar no filho ex-presidente Jair Bolsonaro. Já o Lulismo está agora regado, na conta de hoje, por uma economia relativamente estável e a defesa da soberania nacional em meio aos solavancos do “bolsonarista” Donald Trump com suas perseguições econômicas ao Brasil. 

Mas sempre é bom esperar se fatos novos revisitarão o noticiário e as redes sociais e que façam o candidato do PT perder a competitividade ou fazer o candidato do PL se fragilizar. 

Placar de hoje: Lula segue tranquilo e com folga em primeiro lugar, mas a rejeição do governo, sobretudo no sul e sudeste do país e a polarização eleitoral o impedem de uma vitória acachapante logo agora no primeiro turno. 

domingo, abril 05, 2026

AS LIMITAÇÕES DE LULA E O TETO ELEITORAL DA SUA CAMPANHA

Até o período das convenções partidárias, de 20 de julho até 05 de agosto, fatos novos deverão acontecer no cenário político da sucessão presidencial. No PT, Lula, com sua idade avançada - caso eleito, tomará posse com 81 anos de idade, é motivo de preocupação no entorno do governo. As cobranças da idade, a concorrida agenda como chefe da nação e as tensões de uma derrota para um Bolsonaro, naquela que certamente será sua última eleição presidencial, pesam muito para o histórico petista. 

Já não são poucos os caciques petistas que afirmam que o candidato Lula não consegue mais sair do "mais do mesmo". A memória de muitos dos antigos e eventuais eleitores seus está fadigada, incluindo muitos jovens que não cresceram nas mudanças de inclusão nos primeiros governos do agora octogenário presidente. Para estes líderes da sigla vermelha, um candidato "sangue novo" poderia furar a bolha dos mais de 10 milhões de eleitores de centro-direita  que deverão decidir a acirrada e polarizada eleição de outubro de 2026. 

Caso essa ideia de desistência ganhe força, considerando que pesquisas internas devam já estar acontecendo nesse sentido e sinalizem essa viabilidade, os Ministros licenciados, Camilo Santana e Fernando Hadad, liderarão a preferência da indicação que será ungida pelo próprio Lula. 

sábado, abril 04, 2026

CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL? - A "SINUCA DE BICO" DE SÉRGIO RUFINO

O perfil político pragmático de Sérgio Rufino (PSB) sempre me fez prever com clareza seus movimentos. Após a derrota em 2024 para Milena Damasceno (PT), o ex-prefeito se manteve na política ipuense atuando em duas frentes: a manutenção do grupo majoritário de sete vereadores de oposição a prefeita e na estruturação de um grupo de comunicação via rádio e redes sociais. Ato contínuo e previsível, ele reafirma a aliança com o governo Elmano de Freitas (PT) via apadrinhamento do seu chefe partidário, o senador Cid Gomes (PSB). Olhando para 2026, Sérgio Rufino se projetava, como de esperado, para mais uma vez apoiar a dupla Cláudio Pinho (antes PDT, agora filiado ao PSDB) para a Assembleia e Dênis Bezerra (PSB) para a Câmara Federal.

Mas o tabuleiro da política estadual e municipal se moveu acentuadamente, colocando Sérgio Rufino em uma verdadeira “sinuca de bico”, ou seja, em um dilema político, fazendo-o ter que furar a bolha em que sempre jogava sozinho em meio à antes fragilidade dos seus adversários na paroquiana política de Ipu. 

UM CALO CHAMADO CLÁUDIO PINHO
A candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado ganhou força. O deputado estadual Cláudio Pinho, cunhado de Sérgio Rufino e seu virtual candidato em Ipu, é um alvo a ser abatido pelo governo Elmano de Freitas (PT). Pinho é linha de frente da candidatura de Ciro e um dos mais vorazes críticos do governador petista.

Caso a reeleição de Elmano estivesse pavimentada - mas as pesquisas e as redes sociais mostram que não está, Rufino não teria problemas em dar um discreto “apoio branco” ao seu cunhado, assim como fez em 2022. Mas os governistas e Cid não querem nem saber de um aliado do governo estadual dando apoio a candidatura de um deputado estadual da oposição, ainda mais sendo esse o mirado Cláudio Pinho, um dos maiores entusiastas da campanha de Ciro.

Essa situação fez Cid armar uma arapuca para Sérgio ao lhe cobrar correligionarismo partidário. O senador faz pressão para Rufino sair candidato como forma de enfraquecer Cláudio Pinho e, ao mesmo tempo, usar o seu capital político em Ipu e região, para dar votos ao PSB que pretende eleger a maior bancada da Assembleia.

Se não se candidatar, ficará sendo visto com desconfiança por Elmano e mais ainda nas órbitas do PSB, que o enxergará como alguém que só quer usar a sigla para ser beneficiado com cargos e verbas do governo. 

A DISPERSÃO PARCIAL DO SEU GRUPO
Se mantendo no campo partidário como líder opositor à gestão do grupo Praia em Ipu, esperando (o que não aconteceu!) que a prefeita Milena caísse em meio a querelas judiciais-eleitorais do pleito de 2024, Sérgio entrou o 2026 tendo muitos dos seus edis suplentes do PSB e do PDT ipuense, que também o controla, demarcando território com candidatos a deputado federal e estadual  que não são os seus. Na desidratação do grupo Liberdade de Sérgio, coloca-se também uma adesão de três suplentes e outros cabos eleitorais aos praianos da prefeita. Outros dois gargalos: A sua colega de chapa em 2024 como vice, Betina Oliveira, e a presidente da Câmara Municipal, Cristina Peres (PSB), irão apoiar para deputado estadual, respectivamente, Bruno Pedrosa (PT) e Sérgio Aguiar (PSB).

Uma candidatura de Sérgio Rufino poderia trazer a coesão do grupo que lhe deu mais de 13.000 votos nas últimas eleições ipuenses, ao mesmo tempo, lhe trará a certeza com quem realmente poderá contar após dois anos fora do poder.  

LÍDER REGIONAL OU UM POLÍTICO MUNICIPAL?
Desde a última quinta-feira, 02/04, Sérgio se desincompatibilizou da Prefeitura de Apuiarés, comandada por sua esposa, Ana Pinho Rufino, onde era Secretário. Esse ato é um gesto efetivo de que estuda sair candidato a deputado. 

Inelegível em sentença de primeira instância por abuso do poder econômico em 2024, o ex-chefe do executivo de Ipu vive ainda o dilema de se tornar inelegível após um inevitável julgamento pelo colegiado do TRE-CE que pode ocorrer antes das eleições desse ano. Essa insegurança jurídica - embora saibamos que existem brechas jurídicas que prorroguem por anos um veredicto final em Brasília, também o trás desconforto mediante os seus eleitores, dando a entender para muitos destes que sua carreira política está sendo inviabilizada.

Esse blogueiro aqui lembra que o líder do Clã Rufino é calculista e ainda vai esperar para tomar uma decisão final, observando se fatos novos possam acontecer até as convenções do final de julho. Porém, esse é um ponto fraco seu, pois sua indecisão calculada está sendo posta em um ambiente mais acirrado que é uma eleição para deputado, onde as alianças e conchavos já estão sendo fechados desde o ano passado.  

No Ipu, uma não candidatura de Sérgio Rufino irá soar como sinal de fraqueza, inelegibilidade, desconstruindo o discurso de “líder regional”, como muitos do seu grupo político estão a lhe chamar. 

sexta-feira, abril 03, 2026

A COMPETITIVA E DECISIVA CANDIDATURA DE LUIZIANNE LINS AO SENADO

Hoje, 03 de abril, encerra-se a janela partidária para parlamentares e suplentes para filiações a novas siglas. A minha maior surpresa foi a postura de altivez da deputada federal Luizianne Lins, que após 37 anos deixou o PT e se filiou ao partido Rede Sustentabilidade. A ex-prefeita, que há muito tempo se sentia desprestigiada pela sigla que já lhe elegeu prefeita de Fortaleza, está disposta a se candidatar a senadora e disputar uma fatia dos possíveis 6 milhões de votos que teremos nas urnas cearenses.

Problemão para os candidatos da base governista

Lula veio ao Ceará na última quarta-feira, 01, e sentenciou para ela e para o deputado José Nobre Guimarães que o PT, que já controla o governo do estado, a prefeitura de Fortaleza e uma vaga senatorial com Camilo Santana, irá abrir aliança para os partidos aliados na eleição para o Senado nesse ano. Guimarães ainda está resiliente em ser o candidato petista à Camâra alta do Congresso, mas Lins já jogou a toalha.

Certamente os candidatos da base do governador Elmano de Freitas (PT) serão do PSB (Júnior Mano) e do MDB (Eunício Oliveira). Mas é aí onde está o perigo! Esses dois aliados não são bem vistos e benquistos pelo eleitor identitário do campo progressista (“esquerda”) cearense, o qual em tese votará na reeleição de Elmano. Por mais que tenham bases políticas interioranas com dezenas de prefeituras, a eleição senatorial é um jogo cheio de surpresas. Basta lembrarmos da eleição de 2014 em que o oposicionista Tasso Jereissati saiu vitorioso e mais ainda a de 2018 quando um desconhecido Eduardo Girão derrotou o todo poderoso presidente do Senado, Eunício Oliveira. 

Voto do eleitor de esquerda

A ex-gestora da capital cearense certamente sabe que pode capitalizar esse “voto de protesto” do eleitor Lulista que não comunga com essas alianças pragmáticas e fisiológicas às quais o PT tem que se submeter. Ela já fez isso em 2004, quando promoveu uma candidatura “rebelde” e vitoriosa à prefeita de Fortaleza pelo PT, atropelando Inácio Arruda (PCdoB) que era o candidato do próprio presidente Lula com a seus apoiadores políticos no Ceará. 

Bem colocada nas pesquisas e com uma base de 182 mil votos na última eleição para deputada federal, caso se confirme sua candidatura, a ex-loira do PT pode surfar sobre os mais de um milhão de votos que a esquerda sempre teve com seus candidatos em sua “Fortaleza Bela” e nas cidades do seu entorno.  

Capitão Wagner e Pastor Alcides, agradecem.

Os dois candidatos virtuais do centro, Capitão Wagner (UB), e da direita, Pastor Alcides Fernandes (PL), podem colher frutos eleitorais nesse cenário. Caso a Loira não consiga bater a casa de mais de 1,3 milhões de votos, o que certamente lhe dará uma cadeira no Senado, desidratará certamente os candidatos da base governista, podendo surpresas surgirem, pois Wagner e Alcides - os dois únicos candidatos senatoriais da oposição - terão um poderoso puxador de votos que será Ciro Gomes (PSDB), que segue disparado em todas as pesquisas e com chances de vitória no primeiro turno.  

A eleição para o Senado no Ceará terá mais uma página marcada por  disputas e cheia de surpresas, ao mesmo tempo que Luizianne comprova, mais uma vez, que passividade e submissão não fazem parte do seu glossário político.  (Professor Kléber Teixeira Santos - Blog do KT).

quinta-feira, março 19, 2026

BRASIL CAMINHA PARA MAIS UMA ELEIÇÃO POLARIZADA

Faltando praticamente sete meses para as eleições presidenciais de 2026, o país caminha para mais uma polarização radical, como assim vimos nos pleitos de 2018 e 2022. Todas as pesquisas eleitorais deste fevereiro e março apontam que Flávio Bolsonaro – indicado pelo pai preso, Jair, no final de 2025 e visto inicialmente com desconfiança por setores antipetistas – está ganhando competitividade na preferência dos eleitores pesquisados. Se essa tendência de polarização se mantiver até julho com as convenções, certamente teremos um segundo turno com um vitorioso com menos de 5% de diferença para o seu opositor

Como foi a votação de 2022 no acirrado segundo turno?

LULA DA SILVA (50,9%) - 60.345.999

JAIR BOLSONARO (49,1%) - 58.206.354

domingo, março 08, 2026

A ESTRATÉGICA ALIANÇA DO GRUPO PRAIA COM O DEPUTADO SÉRGIO AGUIAR

A tradição politica de apoio a Sérgio Aguiar em mais uma tentativa sua de reeleição à Assembleia, segue na órbita da política ipuense. Reconectado com várias lideranças políticas de Ipu e, em especial, com a Prefeita Milena Damasceno (PT), Aguiar recebeu o aval do líder político situacionista, Lindbergh Martins, para que vários suplentes de vereador do PT de Ipu passem a dar apoio apoio à sua campanha. Coordenado por Diego Carlos e a ex-prefeita Toinha Carlos, Sérgio Aguiar busca manter a média dos seus 2.533 votos de 2022, ou seja, a preferência de 10,97% do eleitorado ipuense.

Estratégia do grupo Praia

Desta forma, Milena e seu marido Lindbergh buscam atuar em duas frentes: Na principal, o G-6, ou seja, os seis vereadores da bancada de sustentação da prefeita, seguem com total apoio ao candidato a deputado estadual Gadyel Gonçalves (PT). Na outra frente, dá-se apoio a Sérgio Aguiar com os suplentes do grupo, ao mesmo tempo que se mantém a aliança com a tradicional família Carlos. 

Mas também há um outro fator a ser percebido no tabuleiro político. A gestão do grupo Praia busca ter, no seu segundo biênio administrativo, o iminente apoio de dois parlamentares na Assembleia Legislativa Estadual. 

SÁVIO PONTES É COTADO PARA COORDENAR A CAMPANHA DE CIRO GOMES EM IPU

Sávio Pontes está fazendo uma jogada política audaciosa nesse início de março. Ele deve deixar o PSD do seu histórico aliado Domingos Filho, para migrar para o PSDB. Motivo: o ex-prefeito e hoje suplente de deputado estadual, deve assumir o comando da sigla tucana no município e ser o coordenador da campanha à governador de Ciro Gomes em Ipu. O convite a ele já foi feito pela cúpula Cirista cearense. 

Apesar dessa manobra política e de já ter declaro voto em Ciro Gomes, Sávio deve seguir poiando a gestão da Prefeita Milena (PT) em Ipu.

domingo, março 01, 2026

O DUPLO JOGO POLÍTICO DO GOVERNADOR EM SUA VISITA AO IPU

O governador Elmano de Freitas (PT) esteve visitando o Ipu na última quarta-feira (25/02). Em meio à sua agenda oficial, o chefe do executivo cearense marcou presença na residência da prefeita Milena Damasceno (PT). Ao lado da sua companheira de partido e gestora ipuense com seu grupo de vereadores e vários correligionários, Elmano reiterou sua parceria política com o grupo situacionista da “Praia”.

Porém, antes de se deslocar para a região da Ibiapaba, onde teria também compromissos oficiais, Elmano fez uma visita meio que surpresa para o ex-prefeito de Ipu, Sérgio Rufino (PSB), que foi derrotado pelo PT ipuense nas últimas eleições municipais. Deixando de lado o histórico de Rufino, que em 2022 foi o coordenador da campanha do seu opositor Roberto Cláudio, o governador fez rasgados elogios ao “Bigode” para alegria da militância rufinista presente.

Já para a militância do grupo Praia, a ida de Elmano à residência do opositor da prefeita Milena foi algo decepcionante, embora para quem seja mais atento na política interiorana, seja comum esse jogo duplo dos governadores quando as duas alas de um município o apoiam.

Mas existe um ponto que o governador do PT não foi avisado (ou fez “ouvido de mercador”). Observando o cotidiano de Ipu, o eleitorado de Sérgio Rufino e de pessoas do seu grupo, estão dispostas a votar em seu principal rival, Ciro Gomes (PSDB), no pleito que se aproxima. O próprio Sérgio Rufino é um que irá votar para deputado estadual em seu cunhado Cláudio Pinho (PDT), que é um dos maiores críticos do governo do Ceará e articulador da oposição a Elmano.

Elmano bem que poderia não ter desagradado os petistas de Ipu, ou seja, os Praianos de Milena e do seu marido Lindbergh Martins que sofrem uma dura oposição de Sérgio Rufino. Mas o tempo, e somente ele, dirá (ou comprovará) se a atitude do governador foi equivocada ou não. 

sábado, fevereiro 21, 2026

SALÁRIOS DOS PROFESSORES DE PIRES FERREIRA SÃO OS MAIS BAIXOS DA REGIÃO

O governo federal anunciou, de acordo com os critérios, o reajuste de 5,4% para o piso nacional do magistério. Dessa forma, nenhum professor que trabalhe 20h/a semanais (“meio expediente”) pode receber menos de R$ 2.565,00.  

A prefeita de Pires Ferreira-CE, Lívia Muniz, plausivelmente anunciou que dará um aumento de 8% para os docentes da rede municipal. Na região do “sopé da Ibiapaba”, é o maior aumento concedido aos professores.

Porém, há um contraponto a ser aqui lembrado. Apesar de ser uma das cidades com maior destaque nas provas do Spaece – o sistema de avaliação do governo do estado do Ceará, a Prefeitura de Pires Ferreira é a cidade que tem o mais baixo salário pago aos seus professores no interior do Ceará. Antes do aumento de 8%, um professor em sala de aula recebe R$ 2.551,00, já incluído um pífio percentual para quem tem pós graduação. Outro ponto: a premiada cidade não possui plano de cargos e carreiras que valorize a classe, apesar das efusivas comemorações e premiações que a classe docente tem conquistado. 

A cidade comandada pela Família Marques há vários anos é a única que não paga um percentual de regência de sala, conforme comum nos demais municípios. Em média, quem está no exercício do magistério, deveria receber como gratificação minimamente 10% de incentivo sobre o salário base.

Há uma expectativa de que, com a posse de dezenas de novos professores concursados e efetivados nos últimos anos, considerando que uma grande parte destes é também de cidades vizinhas e  sem vínculos políticos com o município ou até familiares, haja uma maior mobilização da classe por melhorias. Muitos destes profissionais certamente estarão mais à vontade para lutar pelo fim dessa discrepância com o término do seu estágio probatório. Os professores se quer possuem ainda um sindicato para dar força na luta por essa devasagem salarial em relação aos demais municípios. 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

A VERGONHA NACIONAL E A FALTA DE UM PODER MODERADOR.

O país tem assistido à escandalosa postura de dois ministros do Superior Tribunal Federal (STF), Dias Tófolli e Alexandre de Moraes. Ambos envergonham a nossa corte maior e o nosso país com seus (ou de familiares estranhamente bem próximos) negócios paralelos, bem como o uso da sua magistratura para barrar investigações sobre suas condutas.

Nossas instituições não nos protegem. O senado que tem poder coonstitucionar de expelir esses “juristas” e militantes políticos, não o faz por incompetência ou temor de um revide pessoal. 

Embora eu não seja um monarquista, tem horas que faz falta a existência de um Poder Moderador para intervir de forma apartidária em defesa da nação. Um quarto poder, como assim tinhamos na Carta Imperial de 1824, teria nesse momento um papel decisivo na moralização dos outros poderes. 

terça-feira, fevereiro 17, 2026

COOPTAÇÕES E TRAIÇÕES POLÍTICAS MARCAM A RADIOFONIA IPUENSE

A política partidária ipuense segue fortemente atrelada ao Rádio como meio de identificação e mobilização das lideranças eleitorais do município. Desde a fundação das pioneiras emissoras, Iracema em 1989 e a Regional em 1991, a agenda partidária de Ipu é ditada pelo rádio com seus âncoras nos programas políticos diários. Para uma gama de lideranças experientes, as históricas vitórias de grupos de oposição em 19922000, 2004, 2008, 2012 e 2024, sempre tiveram nos programas radiofônicos um fator alavancador do seu sucesso nas urnas em meio a desconstrução dos seus oposicionistas. 

Mesmo com o advento da internet e das redes sociais - as quais se tornaram aliados estratégicos dos comunicadores - o rádio segue fortemente plasmado e arregimentador na cultura política ipuense. 

E essa peculiaridade da Terra de Iracema ganhou cenas fortes nos últimos meses com cooptações bombásticas de comunicadores da linha de frente de ambas as alas políticas. Essas mudanças de microfone são consideradas por muitos correligionários, tanto de situação e/ou oposição, como “traições” políticas irreparáveis aos olhares de quem sempre os via com uma forte identidade historicamente metamorfoseada com o eleitorado dos grupos políticos que por anos defenderam. Já para os chefes políticos das alas de situação e oposição que se aproveitam da vulnerabilidade financeira da maior partes destes, tudo é uma jogada no xadrez político local buscando o enfraquecimento e descaracterização da comunicação do opositor. 

ROGÉRIO PALHANO E O FIM DA LEALDADE "Preta, four e bate" COM OS RUFINOS


Após treze anos defendendo o clã Rufino e sendo beneficiado com cargos e jurando fidelidade incontestável ao ex-prefeito Sérgio Rufino, o radialista e blogueiro Rogério Palhano aderiu ao grupo situacionista da prefeita Milena Damasceno. Com inimizades dentro do próprio grupo em que estava, Palhano é conhecido profissionalmente como egocêntrico e desagregador. 

Sua adesão foi curiosamente comemorada pelos apoiadores e vereadores dos Rufinos e vista com desconfiança por muitos eleitores praianos que ouviram logo ao longo do ano de 2025, Rogério fazendo duros ataques à prefeita Milena e ao seu marido e líder político Lindbergh Martins na FM Liberdade comandada pelos Rufinos. Ainda no percurso do primeiro ano da gestão, os edis do grupo praia usaram a tribuna da Câmara Municipal para defender a Prefeita dos ataques de Rogério, chamando-o de "palhaço" e de "ladrão" ao fazer referência a uma condenação por peculato na comarca de Ipu (veja matéria aqui). 

Em novembro, quando ele mesmo teve que oficializar sua cooptação, o radialista não foi exaltado pelos vereadores praianos e muito menos pela imprensa radiofônica, então encabeçada pelo comunicador Hélio Lopes. 

Qual o valor da adesão de Palhano? O mesmo diz em sua rádio web que barganhou empregos para familiares e insinua que agora é “conselheiro” da gestão municipal. Deixar o clã Rufino sem vantagens, isso não é seu modo de agir como assim já fez em cidades vizinhas (veja matéria aqui). 

Em busca de espaço, a desconfiança com ele segue forte dentro dos corredores da prefeitura, apesar da aparente receptiva acolhida da gestora ipuense com seu marido. Não há identidade e afetividade entre Rogério e a grande maioria dos 14.519 votos que deram "não" os doze anos de Rufino no comando de Ipu. Estes agora vitoriosos eleitores têm na sua voz a ojeriza de quem tanto repudiou-os e os atacou de maneira agressiva por mais de doze anos. 


HÉLIO LOPES: A NEGOCIAÇÃO, O TEATRO, O DESCOMPASSO E A DECEPÇÃO


Terça-feira, 03 de fevereiro, 13h. No microfone da FM Cidade de Ipu, iniciando aquela que seria sua última apresentação a frente do histórico programa Fatos em Debate (FD), o radialista Hélio Lopes anunciou sua saída do Grupo da Praia, ou seja, seu desligamento do apoio político a prefeita Milena Damasceno. Em um tom emotivo fazendo alusão ao que já sofrera sendo o porta-voz do grupo político nos últimos anos, Hélio alegava que estava, naquele momento, sofrendo uma traição do marido da prefeita, Lindbergh Martins, o qual concedia entrevista em uma Rádio Web ao seu desafeto-mor, Rogério Palhano. 

Pegando também de surpresa seus escudeiros companheiros de bancada, Edivani Lopes e Francisco José, o ainda âncora do FD relatou o histórico de confrontos políticos com Palhano insinuando que o episódio da entrevista era o motivo maior da sua saída do grupo vitorioso em 2024. "Eu não tenho nem pra onde ir!", disse ele insinunado que estaria a partir de então sem emissora para trabalhar. Puro teatro de Hélio Lopes. Logo na sexta-feira, 06, a verdade dos fatos veio à tona. 

Embora seja inegável que a cooptação do seu histórico oponente Rogério Palhano, em meados de novembro, nunca fora digerida por ele por completo, na verdade, Hélio já estava há um bom tempo sendo assediado pela oposição. Sérgio Rufino queria golpear com força o grupo situacionista o qual estava desidratando suas bases com constantes adesões. Após o mês de novembro, os três arqui-inimigos políticos de Lindbergh e Milena, ou seja, Sérgio Rufino, Ronilson Oliveira (prefeito de Croatá) e Romeu Aldgueri (Presidente da Assembleia Legislativa), se uniram e aumentaram as negociações que foram cada vez mais ficando alinhadas e acertadas. Só faltava o momento certo, e este veio naquela terça-feira (03). 

Retomando à sexta-feira (06), o comunicador foi oficialmente anunciado como o novo radialista do grupo Rufino após uma reunião em Fortaleza e com estréia programada para a segunda-feira, 09/02, no horário das 12h na FM Liberdade.

Diferente de outros radialistas que mudam constantemente de lado partidário, a atitude de Hélio Lopes foi algo extremamente decepcionante para o eleitor raiz, o qual em tese é remanescente da ala Zezé Carlos, de onde ele se originou como porta-voz dos mesmos desde as eleições municipais do ano 2000. O agora ex-FD sempre fora visto como alguém incorruptível e fiel em meio aos momentos de dificuldades e derrotas que o grupo político que agora denominamos de Praia passou. 

Cidadão bem quisto e bem articulado em vários setores da sociedade ipuense que vão do esporte ao meio religioso, inclusive com a influente Maçonaria da qual é um membro da linha de frente, Lopes deixa para trás uma história de identidade política construída em mais de três décadas de onde também fez sólidas amizades regadas ao partidarismo político.

Os ouvintes do FD se sentem traídos e órfãos, ao mesmo tempo que se solidarizam com os companheiros de bancada, Edivani e Chico Zé, que seguem fiéis na continuidade do programa e na defesa da gestão municipal do grupo Praia. Lembramos que Hélio sequer pediu a opinião deles, certamente temendo que houvesse uma resistência dos mesmos a essa reviravolta bombástica sem precedentes. 

Para pessoas próximas, o agora defensor da Família Rufino e do Grupo Liberdade alega que não estava sendo valorizado financeiramente pelo Grupo Praia com seus líderes, com pontualidade de pagamentos e até um pedido de emprego para um familiar. Já para este blogueiro, a realidade é que Hélio se desconstruiu partidariamente e, principalmente, cansou de ser diferente e preferiu se igualar aos Rogérios Palhanos que existem no rádio interiorano. 

domingo, fevereiro 01, 2026

GADYEL SERÁ OFICIALIZADO COMO PRÉ-CANDIDATO DO GRUPO PRAIA NESTA QUARTA (04/02)

Faltando praticamente oito meses para as eleições de 2026, o grupo político da Praia, representado pela prefeita Milena Damasceno (PT) e pela sua vice Arlete Mauricéia (PSD), dará início à sua caminhada partidária nesta quarta-feira, 04/02, por meio de uma reunião com vereadores, suplentes e lideranças políticas. Na ocasião, a prefeita petista e seu marido, o líder político Lindbergh Martins, devem alinhar a militância política no tocante às eleições parlamentares e governamentais que acontecerão em 4 de outubro. Gadyel Gonçalves (PT), pré-candidato a Deputado Estadual, estará presente no evento



segunda-feira, janeiro 19, 2026

PORQUE ELMANO É O CANDIDATO PREFERIDO DA OPOSIÇÃO

Cada eleição tem seu contexto e suas variáveis. Nessa de 2026, pairam dúvidas sobre a competitividade do governador Elmano de Freitas (PT) em sua tentativa de reeleição. Em 2022, sua eleição ao Abolição foi puxada pela “onda Lula” e pelo bem avaliado governador Camilo Santana (PT). A vitória logo no primeiro turno nunca foi um mérito seu e sim dos puxadores de votos, Lula e Camilo, em um Nordeste onde o “13” do PT veio como um antídoto sem alternativas contra o Bolsonarismo.  

FRACASSOS ELEITORAIS

Elmano vinha de duas derrotas eleitorais: uma na disputa da Prefeitura de Fortaleza em 2012 como candidato governista (apoiado pela então prefeita Luizianne Lins), sendo vencido por Roberto Cláudio no segundo turno. A outra derrota foi em 2020, quando, de maneira negativamente fragorosa, ficou em um discreto quarto lugar ao disputar a prefeitura da metropolitana Caucaia. Quando seu nome emergiu, sobretudo por ser um petista raiz avalizado por Lula, ainda havia uma desconfiança forte, pois os candidatos Roberto Cláudio e Capitão Wagner lideravam inicialmente com folga as pesquisas eleitorais.

SISUDO E NA DEFENSIVA

O chefe do executivo cearense tem um layout sisudo de advogado de acusação. Seus pronunciamentos sempre estão em um tom defensivo. Freitas não consegue ter uma luz própria, pois ainda - mesmo seu governo tendo várias realizações - é visto como um “gerente” do governo Camilo Santana, que extraoficialmente não terminou. 

 O GARGALO DA VIOLÊNCIA

Passados quase quatro anos de mandato e apesar dos grandes investimentos em segurança pública, o governo Elmano não conseguiu tirar o Ceará do mapa da violência do país em meio à guerra entre as facções que continua trazendo um quadro de ineficiência ao governo petista. Os números da violência certamente serão um ponto negativo para ele nos embates com seus adversários.   

O FATOR CIRO

Até meados de 2024, Elmano caminhava para uma tentativa de reeleição tranquila. Apesar do fortalecimento do eleitorado de direita em Fortaleza com a quase vitória do jovem André Fernandes (PL) na disputa da prefeitura, o governador não visualizava alguém que pudesse disputar com ele e com a máquina pública do estado em 2026. André, por exemplo, que não tem a idade mínima de 30 anos, não seria candidato. 

Daí surgiu o ex-governador Ciro Gomes com seu poder de competitividade e de reparação eleitoral do povo cearense que nunca o viu como presidente em suas tentativas. Ciro se movimenta e faz a peça do tabuleiro ficar um solo pantanoso para Elmano e sua “iminência parda” e secretário, Chagas Viera. 

SINAL AMARELO

Com pesquisas para consumo interno nas mãos, o comando nacional do PT, que não quer correr o risco de perder um dos quatro estados que governa no país – lembrando que na Bahia e em Sergipe o cenário para a reeleição dos governadores petistas está nebuloso –, não descarta a possibilidade de “sacar” Elmano e colocar o Ministro Camilo Santana como candidato. Nessas negociações, certamente o hoje governador teria uma saída honrosa como candidato ao Senado.

Kleber Teixeira Santos (Blog do KT)

domingo, janeiro 18, 2026

GOMES FARIAS É AGRACIADO PELA AILCA COM A COMENDA 14 DE JANEIRO

Tive o prazer de ser o cerimonialista em nossa arcádia cultural na noite da última sexta-feira, 16/01, ocasião em que o radialista ipuense Raimundo Gomes Farias recebeu a Comenda 14 de Janeiro. Além de sua carreira no rádio, Gomes Farias teve passagem pela política, exercendo o cargo de Deputado Estadual por quatro mandatos consecutivos

A Comenda 14 de Janeiro rememora a fundação da nossa Academia, ocorrida nesta alusiva data no ano de 2006, por iniciativa da Associação dos Filhos e Amigos de Ipu – AFAI, com a finalidade de promover a cultura e o bem-estar social.

Também tivemos nessa noite festiva o lançamento da XVI Revista Acadêmica, a qual apresenta resenhas, artigos poesias e contos sobre a Terra de Iracema. 

Agradeço a nossa presidente da AILCA, Maria Silonildes de Mesquita, pela honrosa tarefe de estar à frente desse histórico cerimonial em meio a uma intensa semana cultural da Academia nesse janeiro de 2026. 

Fotos:IPUNOTÍCIAS

sexta-feira, janeiro 16, 2026

QUAL É O MAIOR OBSTÁCULO ÀS PRETENSÕES POLÍTICAS DE RONILSON EM IPU?

O ipuense e prefeito reeleito de Croatá, Ronilson Oliveira (PT), colocou “fogo no parquinho” da política ipuense. Em entrevista ontem (15/01/2026), para a Rádio Vox FM de Ipueiras, o gestor atacou - sem citar o nome - Lindbergh Martins, o qual é o líder político do grupo da Praia e marido da prefeita de Ipu, Milena Damasceno (PT), e, de maneira polêmica, disse que sabe até de traições que o grupo de situação sofrerá no Legislativo local no "momento certo". 

Essa não é a primeira vez que Ronilson vai ao rádio fazer críticas à atual gestão municipal de Ipu. Porém, dessa vez, ele foi mais incisivo politicamente e duro em suas colocações com críticas mais específicas a gestão municipal, porém algo chamou atenção no aspecto político: a oficialização do seu reatamento político com o ex-prefeito de Ipu, Sérgio Rufino (PSB), haja vista que Oliveira não lhe deu apoio nas eleições de 2024.

Em dado momento da sabatina na FM, Ronilson fez rasgados elogios a Sérgio Rufino como líder político e prefeito de Ipu. E dando a entender que já está planejando a sucessão de 2028, disse que Rufino até falou de maneira “democrática” que fará uma pesquisa e quem estiver melhor será o candidato do grupo de oposição.

DE OLHO NA PREFEITURA DE IPU. 

Empoderado politicamente e bem avaliado em Croatá, Ronilson, mesmo ainda de maneira muito precoce, demarca território e se coloca como um possível “candidato” (no caso, indicaria a esposa) da oposição em 2028. O que o encoraja? Visitas e afagos de eleitores de oposição cansados dos Rufinos e de situação com alguma insatisfação com a administração da prefeita petista Minela.

DISPUTA POR ESPAÇO

Mas Ronilson parece ainda não entender que dificilmente Sérgio Rufino irá lhe passar o bastão político, mesmo que esteja desgastado em pesquisas ou até mesmo inelegível. Rufino é um político focado e obcecado em retomar o comando de Ipu após a amarga derrota de 2024 quando tinha a máquina pública na mão. Muito presente na cidade, controlando a presidência e a bancada majoritária, "o G7", da Câmara Municipal, ele segue muito vivo na política partidária local. Portanto, Sérgio monopoliza a oposição de Ipu.

Logicamente que o "homem do bigode" também não quer ver Ronilson crescer politicamente em Ipu ao ponto de lhe ameaçar. Quanto mais ele estiver relativamente ofuscado, melhor. Sua imprensa e seus ativistas em redes sociais, por exemplo, são estimulados a dar repercussão a ele, somente quando ele "bater" na gestão da Praia ou no líder político Lindbergh Martins. Fora desse contexto, apesar das fotografias em tom de amizade, existe uma marcação colada nessa competição por espaço de liderança na oposição. 

DUPLA TAREFA

Diferentemente de Croatá, quando em 2020 o então prefeito Antônio Onofre, lhe passou pavimentado o comando político e lhe indicou como seu sucessor, o cenário ipuense lhe é mais hostil. Ou seja, para ter um projeto de poder em Ipu ao seu comando, Ronilson Oliveira precisa não apenas enfraquecer o grupo da Praia, mas também tirar os Rufinos da cena política o que certamente será a tarefa mais árdua.

TERCEIRA VIA E A BOLHA BIPARTIDÁRIA

Nunca na História política do Ipu a bolha do bipartidarismo foi quebrada, embora para tudo haja uma primeira vez. Só percebo uma saída para Ronilson um dia vingar politicamente em Ipu: minar certeiramente os grupos de oposição e situação ao mesmo tempo e germinar uma onda de preferência eleitoral nos diversos segmentos da sociedade com um projeto que encante o eleitor ipuense. Se não for assim, é esperar por um imprevisível 2032, contando com a sorte de um cenário favorável, o que não é garantido. 

quarta-feira, janeiro 14, 2026

MUDANÇAS NO LEGISLATIVO IPUENSE E O RUÍDO DAS CADEIRAS NA GESTÃO DA PRAIA

Nitidamente, a gestão da prefeita Milena Damasceno (PT) passa por uma fase de ajustes administrativos e políticos. A começar e não muito diferente de várias gestões anteriores, tivemos publicações de portarias do dia 1º de dezembro de 2025 que promoveram uma exoneração em massa de centenas de funcionários temporários e de ocupantes de cargos comissionados. Certamente uma ação para “enxugar a folha” e entrar com as finanças em equilíbrio no ano de 2026.

DANÇA DAS CADEIRAS

De acordo com a página oficial da Prefeitura Municipal de Ipu, janeiro está sendo marcado por uma verdadeira “dança das cadeiras” em uma parte do secretariado e nos adjuntos das suas pastas, embora a maioria dos secretários siga estavelmente em suas funções. Essas mudanças o Blog irá analisar em breve em uma nova postagem, pois até fevereiro novos "ruídos" podem surgir.

Porém, o ponto mais chamativo está no aspecto político no tocante aos vereadores e suplentes que estariam ocupando suas vagas no legislativo municipal. Vejamos:

MUDANÇAS NA CÂMARA

O vereador Nonato Filho (PT), o qual estava ocupando a pasta de Secretário Adjunto de Saúde, deixa a pasta e retorna ao legislativo. Um outro edil do PT, Hilton Bélem, retorna a sua cadeira no legislativo municipal após ter passado vários meses na função de Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico da Prefeitura. Percebe-se pelos últimos decretos da prefeita Milena, que os dois parlamentares foram até nomeados para o comando de novas funções desafiadoras nos primeiros escalões (Direção do Hospital e Autarquia do Trânsito), mas acabaram por declinar. Certamente Nonato Filho e Hilton Belém devem ter calculado que na Câmara eles têm menos “abacaxis para descascar” e que ao retornarem estarão mais perto do seu eleitorado.

Confirmado retorno, Ana Júlia e Elias Guilherme, suplentes do PT que estavam nas vagas, deixam o legislativo. O sociólogo Elias Guilherme passa a ser agora secretário adjunto da pasta da Assistência Social e Trabalho, enquanto a advogada Ana Júlia passa a ser a subsecretária de Saúde do município. Já no MDB, o vereador Elisafran Mororó segue na gestão, agora ocupando a Secretaria de Relações Institucionais, continuando sua vaga com a sua suplente e sobrinha Soraya Mororó.

NOMEAÇÕES E RECUOS.

Mas, a julgar pelas movimentações em meio a nomeações, exonerações e renomeações nesse momento da “gestão praia” – o que deixa transparecer uma certa falta de assertividade imediata nas decisões políticas, novas mudanças podem ainda acontecer.

terça-feira, janeiro 13, 2026

PIRES FERREIRA SEGUE COMO O PIOR PIB DO CEARÁ - DE QUEM É A CULPA?

Pires Ferreira, antigo distrito de Ipu que se emancipou em 1988, foi, mais uma vez, destaque negativo em matéria do Diário Nordeste (edição de 12/01/2026), a qual expõe a continuidade de uma triste realidade socioeconômica do município. Entre os 184 municípios cearenses, Pires Ferreira é a cidade com o menor PIB per capita do estado. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pires Ferreira tem apenas 1.018 pessoas ocupando postos de trabalho formais. Cerca de 60% da população tem rendimento mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Além da baixa renda, a cidade enfrenta problemas na infraestrutura. Apenas 1,24% dos domicílios estão ligados a algum sistema de esgotamento sanitário. Os dados, que são de 2023, também refletem que os moradores da cidade têm um menor acesso a bens e serviços.

Quais os gargalos e o que poderia melhorar?

Apesar de um bom desenvolvimento econômico nas últimas décadas no setor da produção ceramista de tijolos na região de Marruás, a cidade é carente de projetos mais ousados como estímulo à pequena e média indústria, artesanato e o foco em uma cultura agrícola extrativista ou que explore o potencial hídrico de grande parte do município banhado pela bacia do Acaraú e pelas águas do Açude Araras.  

Outro ponto adormecido no município é a falta de vocação para o turismo. A cidade fica no sopé da Ibiapaba e possui, sobretudo durante a quadra invernosa, cachoeiras e riachos cristalinos. A Bica do Donato, por exemplo, é uma espécie de área turística carente de infraestrutura.

O município também é marcado por uma única via de acesso pavimentada. A estruturação de uma rodovia CE que interligasse Pires Ferreira à Reriutaba e Ipu, contornando a região ibiapabana, geraria mais condições para o fluxo da produção agrícola e iria dar condições aos projetos turísticos, como aqui citei.

O grupo familiar que controla a cidade poderia ser mais inovador

O professor Marcos Marques, prefeito de Pires Ferreira entre 2005 e 2012, seguido por suas noras que também foram prefeitas, Marfisa Aguiar que foi gestora de 2013 a 2020, e Lívia Muniz, que foi reeleita e tem mandato até 2028, controla politicamente a cidade ao lado dos seus filhos. A Família  Marques, nas campanhas políticas, tem sido alvo de críticas por seus opositores em relação à posição da cidade como uma das mais pobres do estado do Ceará. Caminhando para quase 30 anos no poder, o grupo situacionista nitidamente se encontra numa "zona de conforto administrativo", não trazendo projetos ousados para os piresferreirenses. 

Mas pelo visto, os opositores dos Marques ainda terão a não superação dessa realidade exposta pelos dados governamentais como pauta nos próximos embates eleitorais.