Apesar de toda a empolgação dos seus apoiadores, sobretudo nas redes sociais com suas bolhas eleitorais, Ciro não conseguiu fazer em sua pré-campanha, em termos de adesões, sangrar o governo, retirando-lhe apoiadores estratégicos. Até o seu irmão, Cid Gomes (PSB), Senador virtualmente candidato à reeleição, não saiu da base governista e manteve o rompimento político familiar iniciado na última eleição governamental. Posto isso, e iniciando a campanha nesse próximo mês de agosto, Ciro não ganhou musculatura orgânica para o jogo jogado que realmente agora começa a acontecer. O ex-ministro tem um discurso uníssono de combate às facções que têm seus apelos, mas que têm um limite para se vencer uma eleição no Ceará, como já vimos nos pleitos anteriores.
AS BENGALAS DE ELMANO
Do outro lado, Elmano tem suas limitações carismáticas e é visto como "manco" na política partidária com seu histórico de político com histórico de apadrinhamentos, mas, por outro lado, tem um governo relativamente bem avaliado e herdado de um Camilo Santana (PT) que ainda se mantém vivo na memória eleitoral cearense. Mas existem outras "bengalas" como o próprio Cid Gomes e, principalmente, o Presidente Lula, com seu potencial de reeleição com os apelativos "13 lá, 13 cá", em um estado nordestino de DNA lulista.
AS PAVIOLAS DE ELMANO
Com mais de 90% dos prefeitos, incluindo o da capital cearense, e com mais de 80% dos deputados estaduais e federais, Elmano seguirá carregado por estes até as urnas. Mas também não podemos esquecer que ele é governador e tem também uma outra caneta a seu serviço, a do governo federal que tem o Ceará como um reduto histórico imprescindível.
UMA VITÓRIA COM EMOÇÃO, MAS SEM SUSTOS
Ciro com seu bom tempo de propaganda eleitoral e a sua verborragia encantadora, trará emoção na campanha e nos debates. Ele certamente terá um bom teto eleitoral nas urnas, devido a simpatia e o sentimento de reparação como um ex-presidenciável que nunca chegou a um segundo turno.
Mas a meu ver, as leis da lógica política irão falar mais alto. Ademais, estamos falando de uma eleição com características muito fisiológicas no sentido estrutural, ou seja, onde o rolo-compressor da máquina fará a diferença na hora da decisão final do eleitor, sobretudo interiorano e periférico que, em maior parte, é mais dependente daqueles que controlam o poder.
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