Problemão para os candidatos da base governista
Lula veio ao Ceará na última quarta-feira, 01, e sentenciou para ela e para o deputado José Nobre Guimarães que o PT, que já controla o governo do estado, a prefeitura de Fortaleza e uma vaga senatorial com Camilo Santana, irá abrir aliança para os partidos aliados na eleição para o Senado nesse ano. Guimarães ainda está resiliente em ser o candidato petista à Camâra alta do Congresso, mas Lins já jogou a toalha.
Certamente os candidatos da base do governador Elmano de Freitas (PT) serão do PSB (Júnior Mano) e do MDB (Eunício Oliveira). Mas é aí onde está o perigo! Esses dois aliados não são bem vistos e benquistos pelo eleitor identitário do campo progressista (“esquerda”) cearense, o qual em tese votará na reeleição de Elmano. Por mais que tenham bases políticas interioranas com dezenas de prefeituras, a eleição senatorial é um jogo cheio de surpresas. Basta lembrarmos da eleição de 2014 em que o oposicionista Tasso Jereissati saiu vitorioso e mais ainda a de 2018 quando um desconhecido Eduardo Girão derrotou o todo poderoso presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Voto do eleitor de esquerda
A ex-gestora da capital cearense certamente sabe que pode capitalizar esse “voto de protesto” do eleitor Lulista que não comunga com essas alianças pragmáticas e fisiológicas às quais o PT tem que se submeter. Ela já fez isso em 2004, quando promoveu uma candidatura “rebelde” e vitoriosa à prefeita de Fortaleza pelo PT, atropelando Inácio Arruda (PCdoB) que era o candidato do próprio presidente Lula com a seus apoiadores políticos no Ceará.
Bem colocada nas pesquisas e com uma base de 182 mil votos na última eleição para deputada federal, caso se confirme sua candidatura, a ex-loira do PT pode surfar sobre os mais de um milhão de votos que a esquerda sempre teve com seus candidatos em sua “Fortaleza Bela” e nas cidades do seu entorno.
Capitão Wagner e Pastor Alcides, agradecem.
Os dois candidatos virtuais do centro, Capitão Wagner (UB), e da direita, Pastor Alcides Fernandes (PL), podem colher frutos eleitorais nesse cenário. Caso a Loira não consiga bater a casa de mais de 1,3 milhões de votos, o que certamente lhe dará uma cadeira no Senado, desidratará certamente os candidatos da base governista, podendo surpresas surgirem, pois Wagner e Alcides - os dois únicos candidatos senatoriais da oposição - terão um poderoso puxador de votos que será Ciro Gomes (PSDB), que segue disparado em todas as pesquisas e com chances de vitória no primeiro turno.
A eleição para o Senado no Ceará terá mais uma página marcada por disputas e cheia de surpresas, ao mesmo tempo que Luizianne comprova, mais uma vez, que passividade e submissão não fazem parte do seu glossário político. (Professor Kléber Teixeira Santos - Blog do KT).

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