quarta-feira, julho 15, 2026

QUANTOS VOTOS GADYEL GONÇALVES PRECISA TER NAS URNAS IPUENSES?

É inegável que o resultado da eleição governamental e parlamentar desse ano servirá de parâmetro para a sucessão municipal ipuense de 2028. Considerando que teoricamente os dois grupos políticos locais - o situacionista Praia e o oposicionista Liberdade – estão apoiando a sucessão do governador Elmano de Freitas, os olhares para uma disputa interna destes se voltam para a votação dos seus Deputados apoiados. 

Um resultado satisfatório servirá de encorajamento e confiança para a militância partidária local em torno de seus líderes políticos. Resultados contrários sempre serão um sinal de alerta para seus líderes. No cenário da política de Ipu, a votação para Deputado Estadual a qual é mais vinculada ao partidarismo local e relativamente diferente da pulverizada votação para Deputado Federal, sempre traz números que merecem ser analisados com vistas à avaliação de preferência do eleitorado e, em especial, ao grau de aceitação da Gestão Municipal em curso. 

Em 2022, o então grupo Liberdade que comandava a prefeitura de Ipu com o prefeito Robério Rufino (PSB) e seu líder e tio Sérgio Rufino (PSB), saiu das urnas com o pior desempenho das suas três eleições para deputado disputadas desde quando passaram a comandar a cidade em 2013. Os Rufinos, com seu grupo Liberdade composto por dez dos treze vereadores da Câmara, tiveram um desempenho discreto de apenas 25%, ou seja, com 5.873 votos dados ao seu candidato a Dep. Estadual Cláudio Pinho. Fazendo um recorte regional, Robério Rufino teve o pior desempenho dos prefeitos da sua região. O sinal amarelo foi aceso para o então grupo de situação, mas suas lideranças, considerando a sua derrota em 2024, não leram corretamente o “recado das urnas”.  (LEIA MATÉRIA AQUI)

E para esse 2026? Vamos lá! A prefeita Milena Damasceno (PT) e o líder político e seu marido Lindbergh Martins têm como candidato oficial à Deputado Estadual Gadyel Gonçalves (PT). Mas, diferentemente do Clã Rufino, que estava parlamentarmente coeso em 2022, o grupo Praia conta apenas com seis vereadores em sua bancada. Curiosamente, com uma postura que causou estranhamento para muitos, Milena e Lindbergh “liberaram” praticamente todos os seus suplentes de vereador para apoiarem o deputado estadual Sérgio Aguiar (PSB). Em outra frente, mas também teoricamente dentro do seu grupo, Sávio Pontes, com seu poder de articulação, está pedindo votos para o cirista Tadeu Oliveira (PSDB). Soma-se a isso, também temos o vereador situacionista Elisafran Mororó, que dentro de um acordo muito previamente acertado, deverá trabalhar para o seu companheiro de partido Daniel Oliveira (MDB).

Considerando todo esse cenário de divisões dentro do grupo Praia, então o que esperar da votação de Gadyel em Ipu? Já que teremos agora uma projeção de 27 mil votantes, acredito que é imprescindível que se mantenha ou perpasse minimamente uns 20% dos sufrágios do próximo 4 de outubro. Ou seja, o poder da gestão e o carisma da prefeita Milena precisam politicamente de uns 5.500 votos. Caso contrário, e mesmo se querendo somar com “os outros estaduais do grupo”, há que se refletir se a estratégia de campanha foi realmente a correta. 

As urnas sempre deixam os seus recados. 

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