O plano teórico de Cid em ter como candidato do seu partido o Deputado Federal Júnior Mano (PSB) era, a meu ver, uma inteligente "cortina de fumaça" para poder barganhar, ao final e por meios estratégicos indiretos, uma vaga senatorial para o seu protegido. Cid sabia que a esquerda cearense jamais aceitaria Mano na linha de frente da campanha, um ex-bolsonarista e investigado pela Polícia Federal e STF por desvios de verbas em emendas parlamentares.
Os fins justificaram os meios.
Dispostos a ter um Ferreira Gomes em sua chapa e palanque para uma tensa eleição governamental contra Ciro Gomes, Elmano e Camilo, ontem, 15 de julho, em Brasília e com as bênçãos do presidente Lula, sacramentaram as pretensões de Cid. O irmão de Ciro sairá como candidato do grupo, mas na condição de ter seu pupilo como primeiro suplente senatorial.
Navegando no poder financeiro e de articulação de Júnior Mano com quase 50 prefeituras cearenses lhe apoiando, Cid Gomes, caso seja eleito, confirmando assim seu favoritismo, deve minimamente dar metade do seu mandato para seu suplente como assim deve ter acordado em Brasília com as lideranças vermelhas.

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