terça-feira, dezembro 22, 2020

CONCURSOS PÚBLICOS - PREVISÃO COM MAIS DE 25 MIL VAGAS NO CEARÁ


Assim como o mercado de trabalho na iniciativa privada, a realização de concursos públicos também foi afetada pela pandemia do novo coronavírus. Provas que já estavam com data marcada foram adiadas e editais que seriam publicados, suspensos. A reabertura da economia e a iminência do processo de vacinação em 2021, no entanto, gera expectativas de retomada dos processos seletivos, que se somam àquelas já previstas para o próximo ano. No Ceará, os concursos que podem ser realizados pelo Estado, prefeituras e outros órgãos somam cerca de 25 mil vagas.

A analista judiciária adjunta do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) e sócia-proprietária de um curso preparatório para concursos, Malu Aragão, destaca que o ano de 2021 será muito propício para quem já estava se preparando para tentar uma vaga no serviço público e para quem deixou o setor privado durante a pandemia.

"Um dos mais importantes para o Ceará é o concurso da Assembleia Legislativa, que estava marcado para acontecer em junho e foi suspenso em razão da pandemia. Com as eleições, o atual presidente da Assembleia, José Sarto, foi eleito prefeito e o seu sucessor (Evandro Leitão) já se pronunciou", afirma a analista.

No início do mês, quando eleito à presidência da Casa, Leitão reiterou que a realização do concurso é uma de suas missões. "Logo que possível, sempre respeitando as autoridades sanitárias, nós iremos dar prosseguimento e quanto antes iremos lançar esse concurso", disse ele na ocasião.

Malu pontua que a expectativa é que seja aberto um novo período de inscrições para a seleção, o que favoreceria quem não tenha se inscrito. "Isso deve acontecer ainda no primeiro semestre, já que é uma prioridade", prevê Aragão.

O certame oferta 100 vagas para nível médio e superior nos cargos de analista e técnico legislativo, sendo 30 para técnico e 70 vagas para analista legislativo com graduação. Para os cargos de nível médio, a remuneração inicial será de R$ 2,2 mil para uma jornada de 30 horas. Já para nível superior, o salário chega a R$ 4.4 mil.

Entre as áreas estão Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Consultoria Técnica Legislativa, Controle Interno, Design Gráfico, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Informática, Jornalismo, Língua Portuguesa, Psicologia e Publicidade e Propaganda.

A prova do concurso estava marcada para 12 de julho, mas foi adiada por conta da pandemia. Cerca de 30 mil pessoas se inscreveram para a seleção.

Carreira policial

A servidora também pontua que um dos segmentos com mais oportunidades no próximo ano será o de Segurança Pública. São previstos concursos para Polícia Civil, Polícia Militar e Perícia Forense (Pefoce). "Serão mais de duas mil vagas, então há uma boa expectativa para a carreira policial", ressalta.

Os três concursos já estão com comissão formada e possuem cargos para escrivão e inspetor para Polícia Civil, oficial e soldado para PM e peritos criminais, peritos legistas, médicos legistas e auxiliares para Pefoce. Os salários variam de R$ 3,6 mil a R$ 9,8 mil.

Saúde

O professor e mentor de concursos Bruno Bezerra também ressalta o cenário promissor para os profissionais da área da saúde. Ele lembra que a criação da Fundação de Saúde do Ceará (Funsaúde), em setembro, irá gerar uma demanda expressiva por profissionais. "Já se falou em 12 mil vagas, mas esse número é uma expectativa, não se tem ainda uma definição", aponta.

Ele pontua que os cargos incluídos seriam os mais variados, desde o técnico em enfermagem ao médico.

Bezerra também aposta em seleções municipais para a área da saúde, em especial pela campanha de vacinação contra a Covid-19. "No caso dos municípios há uma limitação que é o acordo feito com o Governo Federal de não criar cargos até 31 de dezembro de 2021. Isso acaba sendo um fator limitador, mas os cargos que estiverem vagos serão repostos. Iremos precisar do quadro completo, não tem jeito".

O acordo ao qual o professor se refere é o feito entre estados e municípios em troca do socorro fiscal para amenizar as perdas de arrecadação em decorrência da pandemia. Para aprovar o repasse, o Governo Federal solicitou o congelamento de salários, a criação de novas vagas e a suspensão de reestruturações de carreira que elevem custos até o fim de 2021.

Orçamento limitado

Apesar do fator limitador do orçamento público, que foi impactado pela pandemia, Aragão destaca que os cargos vagos por motivo de aposentadoria ou morte de servidores não podem ser extintos, podendo haver reflexo apenas na criação de vagas novas.

"Ainda assim, o Ceará saiu muito fortalecido, a economia não teve uma queda tão grande quanto se esperava. Além disso, os poderes são independentes. O Legislativo tem orçamento próprio, assim como o Executivo, o Judiciário, que inclusive teve uma economia com teletrabalho", argumenta.

Ela acrescenta ainda que não haver concurso do Executivo Federal, por exemplo, não impede que as demais instituições o façam. Bezerra também lembra que, no caso de cargos efetivos, não pode haver redução salarial. "Talvez não tenha aumento, por conta das condições econômicas, mas também não pode haver redução", tranquiliza.

Esfera federal

Além dos concursos a serem realizados ao nível estadual e municipal, a analista judiciária Malu Aragão expõe um leque de seleções na esfera federal que estão previstos para acontecer em 2021. Alguns deles são: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Tribunais Eleitorais, de Justiça e do Trabalho, universidades federais e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além da Câmara dos Deputados e Senado.

"Nós tivemos uma escassez de concursos, então quando vier agora, vai ser com força total. O concurseiro que se dedicou, mesmo com a pandemia, tem um leque de opções", diz.

Como se preparar

Para auxiliar os cearenses que pretendem começar ou continuar a estudar para seleções públicas, Bezerra orienta que o primeiro passo é escolher uma área de atuação. É necessário escolher um nicho de concurso, seja policial, da área da saúde, fiscal, tribunais, administrativos. Com o aumento da procura, ela aponta que as seleções estão mais difíceis.

"Se não tiver um foco, a pessoa não vai chegar bem preparada para nenhum concurso, sem aprofundamento em nenhuma área de conhecimento", aponta. Definida a especialidade, os candidatos devem traçar um plano de estudos que inclua a teoria, resoluções de questões e revisões.

Para auxiliar no processo, o professor diz que há meios de estudo presenciais e online, pagos e gratuitos. "Hoje em dia, a informação está muito difundida. Algumas pessoas conseguem estudar de casa, por cursos pagos, ou também com aulas gratuitas no Youtube, por exemplo".

Fonte: DN

segunda-feira, dezembro 21, 2020

"O CASO EVALDO x MP” E AS SUAS IMPLICAÇÕES NA POLÍTICA IPUENSE

Desde as primeiras horas do último sábado, 19, em muito repercute no meio político ipuense a denúncia feita pelo Ministério Público (MP) Eleitoral da cidade liderado pelo promotor Dr. Ítalo Souza Braga contra o vereador reeleito Evaldo Gomes (PCdoB). As análises das apreensões feitas (celulares, anotações e dinheiro em espécie) em operação da Polícia Federal e MP em 14 de novembro nas vésperas do pleito municipal, fez o Promotor da comarca pedir ao Juiz da 21ª Zona Eleitoral, Dr. Denys Karol Martins Santana,  a cassação do diploma de Evaldo, bem como a sua inelegibilidade nos próximos anos. 

Além das redes sociais e blogs da região, o meio radiofônico local, através dos programas jornalísticos Fatos em Debate (Rádio FM Cidade) e Jornal do Meio Dia (Rádio Iracema AM), também deram destaque ao fato em suas respectivas edições de hoje. 

Esse episódio traz reflexos na política ipuense, vejamos:

MUDANÇA NA CÂMARA MUNICIPAL

Segundo os operadores do direito por mim consultados, devido a robustez e consistência das provas, o vereador Evaldo Gomes terá grandes dificuldades em tentar manter o seu novo mandato. Apesar de ter o amplo direito de defesa e poder recorrer para outras instâncias, casos análogos nos últimos anos, sempre resultam em perda de mandato. Nesse sentido, o edil do PCdoB poderia postergar a sua cassação por alguns meses, mas não necessariamente evitá-la.  

Consumada essa possibilidade, os votos da legenda PCdoB seriam diminuídos em 1.089. Com isso, quociente eleitoral seria recalculado e o vereador de oposição, Genêso Mororó (PSD), assumiria uma cadeira no legislativo aumentando assim para três o número de vereadores de oposição. 

O DESCRÉDITO DO DISCURSO DE MORALIDADE 

O documento do MP não expõe apenas uma denúncia de abuso do poder econômico e político na captação ilegal de votos feita por Evaldo Gomes. Percebe-se também a sua conexão com outros políticos da cidade e, em especial, com o uso da máquina pública para fins eleitoreiros. Entre as várias conversas de Whatsap, por exemplo, umas mostram como o maquinário de obras da Prefeitura é utilizado pelos subordinados do prefeito Sérgio Rufino (PCdoB) para cooptação ilícita de votos. Portanto, uma prática imoral que não distingue a gestão dos Irmãos Rufinos daquilo que o Ipu viveu em outras administrações. Usar a máquina pública para fins eleitoreiros e apadrinhamentos políticos é crime e desrespeito ao cidadão ipuense pagador de impostos. 

Evaldo é o Líder do Prefeito na Câmara Municipal, portanto o responsável pela defesa de uma gestão que tem teoricamente a bandeira da transparência e honestidade no trato com a coisa pública.

O COMPORTAMENTO DOS LÍDERES DE OPOSIÇÃO

O eleitorado de oposição vive uma forte expectativa que aconteça um pedido de impugnação contra o candidato eleito Robério Rufino (PCdoB). Para muitos, com base nas conversas rastreadas pelo MP, existem fortes indícios do uso da máquina pública que beneficiaram o candidato eleito e apoiado pelo prefeito de Ipu, caracterizando assim o também abuso do poder econômico e político. 

Há uma expectativa que Diego Carlos (PDT), o teórico líder da oposição com seus 8.881 votos nas últimas eleições, assuma efetivamente o protagonismo da oposição liderando uma cruzada junto ao Poder Judiciário - isso com um bom corpo de advogados, e busque provocar a anulação das últimas eleições municipais para prefeito. Porém, pairam ainda muitas desconfianças em meio ao já comum “desaparecimento” de Diego Carlos no pós eleições e a suas relação politicamente cordial com a gestão dos Irmãos Rufinos. 

Enquanto Diego Carlos está reticente, o advogado Carlos Eduardo (PROS), o qual teve 961 votos nas últimas eleições para Prefeito, já demarcou território e prontamente já disse na imprensa radiofônica local que está analisando como  poderá entrar nos próximos dias com uma ação eleitoral com vistas a nulidade no pleito ipuense passado. A atitude do "Dr. Cadú" foi muito bem recebida por eleitores até do candidato do PDT. 

Essa é uma boa novela que está apenas começando. E como toda boa novela com seus heróis e os vilões, a justiça e a verdade sempre triunfam ao final. 

domingo, dezembro 20, 2020

EDITAIS DE CONCURSOS DA PM, PC e PEFOCE SERÃO LANÇADOS "O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL" DIZ CAMILO

Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste ontem (19/12), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou que os editais para a abertura de concursos públicos para a Polícia Militar (PM), Polícia Civil e para a Perícia Forense (Pefoce) serão lançados 'o mais rápido possível'. Segundo o gestor, a publicação dos certames já vem sendo cobrada à área técnica do Estado.

"Precisamos fortalecer, principalmente, a polícia judiciária (Polícia Civil). Por isso, lançamos concursos públicos para PM, Polícia Civil e Pefoce", destacou.

Camilo defende microcrédito como alternativa a auxílio emergencial; confira entrevista exclusiva

Os concursos já vinham sendo prometidos pelo governador para reforçar a Segurança Pública do Estado desde o início do ano. As vagas, no entanto, foram anunciadas pelo chefe do Executivo apenas em novembro deste ano. Ao todo, serão 2.870 oportunidades.

Cargos

Para a PM, serão 2,2 mil vagas: 200 para oficiais e 2 mil para soldados. Já para a Polícia Civil, serão 500 vagas: 100 para escrivães e 400 para inspetores. Para a Pefoce serão 170 vagas: 60 para peritos criminais, 20 para peritos legistas, 20 para médicos legistas e 70 para auxiliares de perícia.

Veja aqui outros detalhes da entrevista.

Fonte: DN


CEARÁ JÁ TEM PREFEITO IMPUGNADO E MUNICÍPIO COM NOVAS ELEIÇÕES

Os prefeitos eleitos no pleito de 2020 ainda nem tomaram posse e a Justiça Eleitoral já visualiza no horizonte a realização de eleições suplementares a partir de 2021. Essa modalidade, que traz uma carrada de incertezas à população e de prejuízos ao poder público, ocorre quando, por algum motivo, o gestor eleito nas urnas tem o registro ou o diploma cassado na Justiça Eleitoral. Convoca-se, nesta circunstância, o eleitorado daquela cidade para voltar às urnas, de forma isolada, e no meio do período do exercício do mandato, para escolher o seus gestores.

O primeiro caso no Ceará já está praticamente definido.

É o de Caridade, na região do Sertão de Canindé. Lá, a prefeita eleita, Simone Tavares, teve o pedido de registro de candidatura impugnado. A primeira decisão foi no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE). Já na última sexta-feira (18), por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o indeferimento, impedindo a diplomação e a posse da prefeita eleita. Ela ainda pode entrar com embargos na Corte, entretanto, com a decisão contundente do pleno, por unanimidade dos ministros, dificilmente haverá mudança em relação ao resultado. A candidatura de Simone foi barrada com base na lei da ficha limpa. 

Bronca das liminares

Aliás, nos bastidores, há uma insatisfação – já demonstrada por vezes no pleno virtual – de membros da Justiça Eleitoral no Ceará com algumas liminares expedidas pela Justiça Comum, beneficiando candidatos já no fim dos prazos legais relativos à posse e diplomação para o exercício dos cargos. Há, na avaliação de especialistas, recursos meramente protelatórios e liminares que não se sustentam do ponto de vista jurídico e que apenas irão adiar um problema que está por vir. Quando é assim, avalia esta coluna, quem perde é o eleitor e a população dos municípios.

Gestor interino 

Voltando ao caso de Caridade, se confirmando a negativa do registro da prefeita eleita, o TSE irá convocar eleições suplementares para que a população da cidade escolha um novo gestor. Antes disso, entretanto, o município precisa ser governado. E quem assume, nestes casos, é o presidente da Câmara Municipal. No dia 1º de janeiro haverá a posse dos vereadores, a escolha do novo presidente da Casa e o escolhido ao comando assumirá interinamente a Prefeitura até que saia o resultado da nova eleição. Isso reverte de mais importância política o ato de posse dos novos vereadores. O TSE já trabalha em um calendário de eleições suplementares a serem realizadas em todo o País no ano que vem.

Semelhantes

Semelhantes ao caso de Caridade, em Barreira, Jaguaruana, Martinópole, Missão Velha e Pedra Branca as ações são com base na lei da Ficha Limpa ou em casos de inelegibilidade dos candidatos eleitos. Estes processos, alguns dos quais estão em grau de recurso no TSE ou no TRE, tendem a ser julgados com maior rapidez. Inclusive, o ideal era que todos tivessem sido julgados até o limite da data da diplomação, o que não ocorreu. Ou seja, pode haver mais eleições suplementares no Estado, conforme avancem os julgamentos.

OUTRAS CIDADES

Em outros sete, há ações de investigação eleitoral que envolvem a possível prática de crimes eleitorais que poderiam ter levado os candidatos à vitória. Nestes casos, os processos ainda estão no início: Coreaú, Nova Russas, Pacujá, Madalena, Fortaleza, Camocim e Pires Ferreira. Em alguns casos, as coligações nem sequer foram citadas ou ouvida nos processos judiciais.

Fonte: DN

sábado, dezembro 19, 2020

CONFIRA A EDIÇÃO DESTE SÁBADO E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E LOCAL



A QUINTA ELEIÇÃO DO CLÃ FAMILIAR LIDERADO PELO PROFESSOR MARCOS MARQUES EM PIRES FERREIRA

Em 2004, o prefeito de Pires Ferreira, ex-distrito de Ipu e emancipado em 1988, era Francisco das Chagas Torres Júnior, o Torrim. Naquele ano, o então gestor dos piresferreirenses vivia seu apogeu político. Além de eleger sua esposa, Corrinha Torres, como prefeita de Ipu, Torrim emplacava como prefeito seu compadre e amigo Professor Marcos Marques. Menos de dois anos, em mais uma típica edição de criatura se rebelando como seu criador, o professor rompeu politicamente com Torrim e de lá até as últimas eleições exerce uma hegemonia política que agora caminha para 20 anos de poder. 

Nesse percurso, computando o pleito de 2004 o qual foi eleito ainda em meio ao poder político do seu compadre, já são contabilizadas cinco eleições em que o grupo político do Professor Marcos vence o já repetitivo embate contra seu ex-parceiro Torrim que desde 2008 tenta voltar ao poder.

Nessas quase duas décadas, o clã dos Marques ganhou mais poder de articulação com os casamentos dos seus filhos que fortaleceram a unidade familiar e agregaram capilaridade política com influência até fora dos domínios do município. O primogênito Pedro Humberto, recém eleito prefeito de Reriutaba, é casado com Marfisa Aguiar a qual geriu Pires Ferreira nos últimos oito anos. Marcos Paulo é casado com Lívia Muniz, neta do ex-prefeito Enoque Mororó e eleita prefeita neste ano de 2020.

Sabe-se que esse grupo político familiar tem forte respaldo junto as lideranças estaduais como o Senador Cid Gomes e o Governador Camilo Santana. Outro ponto que em muito fortaleceu a continuidade da ala situacionista de Pires Ferreira, foi a boa gestão da carismática prefeita Marfisa Aguiar sempre ladeada pelo bem articulado marido Pedro Humberto.

Excetuando os Ferreira Gomes em Sobral, o Professor Marcos Marques agora lidera o grupo político familiar com mais tempo de poder na região. 

Apesar de ter uma educação super premiada e o ganho de vários equipamentos públicos para sua comunidade nos últimos anos, a cidade de Pires Ferreira está entre os cinco municípios com menor renda per capita do estado. Portanto, existem grandes desafios para serem superados pelo poder municipal.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE A CASSAÇÃO DO PREFEITO ELEITO JOSÉ SARTO (PDT)

O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral, nesta quinta-feira (17), a cassação dos registros de candidatura do prefeito eleito de Fortaleza, José Sarto Nogueira (PDT), e do vice, José Élcio Batista (PSB). De acordo com o MP Eleitoral, os então candidatos teriam sido beneficiados pela "prática de abuso de poder político e econômico e captação ilícita de sufrágio”.

Sarto Nogueira foi eleito prefeito de Fortaleza em 2020 com 51,69% dos votos válidos. No segundo turno do pleito, ele derrotou o candidato apoiado por Bolsonaro em Fortaleza, Capitão Wagner, que teve 48,31% dos votos válidos.

A assessoria da chapa eleitoral formada por Sarto Nogueira e Élcio Batista informou ao G1 que ainda não foi notificada e teve acesso ao conteúdo da ação. A defesa de ambos acrescentou que só deve se pronunciar após tomarem conhecimento das denúncias.

Além do prefeito e do vice-prefeito eleitos em Fortaleza, o Ministério Público também solicitou a cassação dos registros de candidatura ou dos diplomas de Lúcio Albuquerque Figueiredo Bruno, Marta Maria do Socorro Lima Barros Gonçalves e Francisco Albuquerque de Moura.

O órgão não divulgou com a justificativa que a investigação dos fatos tramita em segredo de justiça por possuir documentos sigilosos. Os membros do Ministério Público Eleitoral também solicitaram a aplicação da multa.

Fonte: G1

O "TERCEIRO MANDATO" DE SÉRGIO RUFINO

Na última quarta, 16, houve a diplomação extraoficial do terceiro mandato do prefeito Sérgio Rufino (PCdoB). A partir de 1º de Janeiro, hipocrisias e formalidades a parte, Sérgio deixa de ser o gestor oficial do município e passa a ser o prefeito de facto, enquanto seu sobrinho, Robério, fará apenas o papel formal de gestor protocolar e sem força de decisão política. Os 58% de cidadãos ipuenses que escolheram a chapa Robério-Antonieta, indiscutivelmente, votaram numa terceira gestão do "65". Nada diferente disso há que se esperar no quadriênio 2021-2024, nem para o mais displicente ou o mais consciente dos munícipes.

Nesse primeiro momento pós eleição, há um esforço formal, sobretudo na imprensa, redes sociais e discursos em inaugurações de obras, por parte da atual gestão em caracterizar que está acontecendo a transição para "um novo mandato” a partir de 2021. Tudo isso para evitar possíveis questionamentos junto ao Poder Judiciário sobre a existência de um ilegal terceiro mandato de Sérgio Rufino. Nesse sentido, o ainda prefeito tem sido alertado da necessidade de fazer relativas mudanças no secretariado do seu sobrinho, fechando de vez a ideia que é uma “nova administração”. 

UM DRIBLE NA INELEGIBILIDADE REFLEXA

Uma vez reeleito em 2016, já havíamos aqui cravado – tanto nesse Blog como em nossas participações radiofônicas, que a ideia do projeto de poder de Sérgio Rufino e o seu pragmatismo político em só confiar em familiares em cargos estratégicos, apontavam para a indicação de um sobrinho (a).  

Por que um sobrinho? As leis eleitorais do nosso país impendem a indicação de irmãos, filhos, noras e genros como candidatos em um mesmo município de um gestor já reeleito. Porém, sobrinhos são considerados parentes em terceiro grau e por isso não causam a inelegibilidade que é refletida em parentes de primeiro e segundo graus. 

Houve até a ventilação para que Sérgio Rufino renunciasse seis meses antes da eleições desse ano, e seu irmão Zeca Rufino, presidente da Câmara Municipal, assumisse a prefeitura e se candidatasse a reeleição. Porém, isso causaria instabilidade jurídica no percurso da campanha eleitoral podendo gerar uma cassação de chapa, pois não há jurisprudência nesse tipo de situação prevista nas resoluções do STE (Superior Tribunal Eleitoral).

O SOBRINHO PERFEITO

Robério Rufino era, até então, uma figura desconhecida no mundo político local, sendo também um pequeno comerciante com formação educacional básica. Porém, por ser um sobrinho sem vaidades, humilde, bom pai de família e um membro familiar não envolvido em polêmicas no cotidiano da cidade, Sérgio Rufino viu nele o estratégico candidato o qual, uma vez eleito, seria o prefeito obediente e fiel e que não teria luz própria no exercício do cargo ao ponto de lhe causar incômodos futuros.  

Para evitar maiores descontentamentos dentro do seu grupo político, o gestor "escondeu seu candidato" até o momento final das convenções, esperando também o 100% de certeza que a oposição partiria  dividida e sem estrutura econômica.

RELAÇÃO COM O PÚBLICO

O prefeito eleito ainda não é muito hábil com as palavras em público, algo que a liturgia do cargo sempre irá lhe exigir em vários eventos sócias e políticos em que não estarão presentes apenas seus apoiadores políticos. Por enquanto, seus discursos são simplórios e de agradecimento por ter sido eleito e que vai continuar a gestão do seu tio. 

A agenda de um chefe de Poder Executivo vai lhe exigir muito e diferentemente do seu tio, Zeca Rufino, que nunca fez um discurso à frente do Poder Legislativo em oito anos no comando dele, Robério não poderá deixar de representar uma cidade com mais de 40.000 habitantes mediante o protagonismo de outros prefeitos da região. Provocações que exigiam respostas a sociedade e audiências no Ministério Público, são momentos muitas das vezes tensos e inevitáveis para qualquer prefeito. 

Robério Rufino deverá ser visto com frequência  na sede da prefeitura ao lado do seu outro tio, Tião Rufino, o sempre "chefe de gabinete", em meio a necessidade da assinatura de documentos e o cumprimento de agenda. Mas nem sempre, os seus tios, Sérgio e Tião, poderão estarem ao seu lado falando ou intervindo por ele em situações formais ou até mesmo adversas. Mas nada que o cotidiano não ensine.

Uma coisa é irrefutável, mesmo sendo por força do seu sobrenome: Robério Rufino  já escreveu seu nome nos anais da História de Ipu, chegando a um posto que muitos políticos ipuenses almejam e outros muitos se dedicaram e não conseguiram. E isso é um fato bastante significativo, o qual deve ele ser zeloso nos próximos quatro anos na construção da sua biografia como mais um dos Prefeito da Terra de Iracema.

quinta-feira, dezembro 17, 2020

CAMILO SANTANA PRETENDE RETORNAR COM AS AULAS PRESENCIAIS EM FEVEREIRO

O retorno presencial às aulas em escolas públicas - interrompidas desde março deste ano - deve ocorrer em fevereiro de 2021, coincidindo com o início do novo ano letivo, de acordo com o governador Camilo Santana em entrevista ao Sistema Verdes Mares, na manhã desta quinta-feira (17). No entanto, segundo ele, também haverá o “direito a aulas remotas”.

“Vamos voltar a partir de fevereiro, mas garantindo que tenhamos aulas presenciais e aulas remotas. O decreto hoje autoriza todas as escolas, não só as privadas. Caberá também a cada prefeito, a cada município, fazer o seu planejamento”, declarou o chefe do executivo estadual. 

Segundo ele, o comitê científico do Governo do Estado vem percebendo que “outras áreas são mais preocupantes que a própria escola”. “O mundo inteiro está revendo isso. O que está gerando hoje um aumento no número de casos são festas e aglomerações, eventos que estamos restringindo”, afirma.  

Preparação

Camilo lembrou que, em preparação para diversos cenários na educação, o Estado iniciou a distribuição de chips de internet para mais de 340 mil alunos da rede estadual, permitindo que tenham acesso gratuito a aulas virtuais. Tablets também devem ser adquiridos, mas atualmente há “dificuldades na licitação”.

Ainda no planejamento do retorno, Camilo diz que vem defendendo a inclusão de professores nos grupos iniciais que receberão a vacina contra a Covid-19. Atualmente, a categoria está prevista na Fase 4 de imunização, mas o governador negocia a antecipação para a Fase 1 ou para a Fase 2, e diz que o Ministério da Saúde “ficou de avaliar”.

“Claro que vai depender muito da disponibilidade de vacinas que nós teremos a partir do início da imunização. Como se pretende voltar às aulas a partir de fevereiro, no início do ano letivo, a maioria das crianças é assintomática, então a presença do aluno com o professor pode transmitir o vírus”, explica.

(Diário do Nordeste)

BLOG DO KT COMENTA: Passadas as eleições com suas ações promíscuas em termos de medidas sanitárias, somente agora o Governador coloca a educação na pauta do dia, embora deixe claro que isso não é uma das suas grandes prioridades. 

E o que dizer dos prefeitos interioranos que não ousaram e se mostraram irresponsáveis com as perdas pedagógicas dos alunos da educação básica? Já não seria a hora do Prefeito Sergio Rufino em seu "Terceiro mandato" anunciar um plano de retorno? 

E as cidades interioranas que usam os números do Spaece como forma de propaganda por que não dão um passo inovador e deixam de ficar a reboque dos decretos governamentais? 

Não foi um ano fácil para os gestores público, disso sabemos. As soluções não eram tão fáceis para serem encontradas, mas muitos ficaram numa "zona de conforto" e não buscaram soluções próprias. 

Esse e outros temas serão analisados pelo professor Kléber Teixeira no próximo sábado, 19, a partir das 11h no Programa Política e Debate na FM Cidade de Ipu.

quarta-feira, dezembro 16, 2020

PROS e PODEMOS - DE OLHO EM 2022, OS MARTINS DE NONATO PROMOVEM CONFRATERNIZAÇÃO


Aconteceu ontem, 15, no Bar e Pizaria O Buriti de Ipu, um misto de confraternização natalina e encontro político entre os filiados do Pros/Podemos. Liderado pelo advogado Carlos Eduardo (Dr.Cadú) e por seu pai, o ex-vereador Nonato Martins, o grupo político que também conta com o edil reeleito Nonato Filho, celebrou o período natalino com seus filiados do PROS que se candidataram ao cargo de vereador nas últimas eleições. Excetuando Jonas Taumaturgo, "O Homem de Ferro", e o advogado Dr. Nogueira que já tinham compromissos pré-agendados, todos os demais ex-postulantes ao cargo de vereador marcaram presença. 

O radialista Hélio Lopes (Podemos) que pleiteou uma vaga de vice-prefeito nas últimas eleições como companheiro de chapa do Dr. Cadú (Pros), também esteve presente. 

O encontro natalino também faz parte de uma ação política do advogado Carlos Eduardo em manter coeso seus apoiadores para os próximos embates eleitorais.

DE OLHO EM 2022.

Apesar de um baixo desempenho eleitoral nas últimas eleições municipais de 2022 para prefeito, quando obteve 961 votos (3,9%), Dr. Cadú sabe que seu grupo político, também denominado de "Os Martins de Nonato", demarcou território em Ipu e segue fortemente alinhado com dois políticos de peso no estado: Deputado Federal Capitão Wagner (Pros) e o Senador Eduardo Girão (Podemos). 

Com um vereador na Câmara Municipal, uma rádio FM com forte audiência e uma agenda muito presente no cotidiano de Ipu, os Martins de Nonato devem, mais uma vez, protagonizar a liderança oposicionista ao clã dos Ferreira Gomes e ao governador Camilo Santana nas próximas eleições governamentais. 

É provável que desta feita, diferentemente de 2018 quando Nonato Marins ainda apoiou o governista Deputado Sérgio Aguiar(PDT), os filiados no Pros/Podemos fechem 100% com candidatos a Deputado oposicionistas ao atual governo estadual.  

Em 2018, Dr. Carlos Eduardo coordenou a boa votação do Deputado Federal Capitão Wagner em Ipu, o qual obteve 1.252 votos. 

terça-feira, dezembro 15, 2020

OS SIGNIFICADOS E PERSPECTIVAS APÓS A DERROTA DE DIEGO CARLOS EM 2020


Hoje completam 30 dias após a última eleição para prefeito de Ipu. E uma pergunta que não quer calar: Qual será o comportamento político do teórico líder de votos da oposição Diego Carlos? Vai fazer diferente dos últimos pleitos que protagonizou e ter uma agenda mais presente no cotidiano dos ipuenses? Será proativo nas articulações políticas junto a oposição? Ou, mais uma vez, só reaparecerá nas próximas eleições? 

O INÍCIO MAMBEMBE

Sabe-se que a candidatura de Diego pelo PDT só foi encorpada nos últimos dias do prazo final para as convenções partidárias, a qual seria em 16 de setembro numa quarta-feira. Antes disso, sua pré-candidatura que só se iniciou no final de julho, soava em tom amador, com poucas movimentações, tentativas de montar de última hora um programa de rádio e vendo seu grupo político desidratado e dividido em relação a sua competitiva eleição de 2016 quando perdeu para um já poderoso Sérgio Rufino, o qual já tentava a reeleição, por apenas 6,8% dos votos. Em meio as dificuldades, o mesmo garantia aos propensos postulantes de sua sigla a vereador que só entraria dessa vez “se fosse para ganhar”. Uma  testemunha ocular dos bastidores da campanha nos confessou: "É dele mesmo; Diego é muito desligado", "anda mal assessorado com pessoas que não entendem nada de campanha" e "se não fosse as pessoas voluntárias ajudando, nem evento político ele teria". 

AS INDEFINIÇÕES NAS ÚLTIMAS 48 HORAS ANTES DA CONVENÇÃO

Havia uma expectativa forte dentro do grupo de situação de que Diego fosse o Vice da chapa dos Rufinos, em meio a uma aliança de partidos governistas, PCdoB-PDT, com as bênçãos do Senador Cid Gomes. O prefeito Sergio Rufino (PCdoB) trabalhou nos últimos anos a cooptação de várias lideranças de oposição próxima aos Carlos para facilitar a aliança com o filho da ex-prefeita Toinha com vistas ao pleito municipal de 2020.

Enquanto o pré-candidato do PDT se reunia com caciques partidários nos gabinetes políticos de Fortaleza, no Ipu os boatos tomavam conta das ruas e redes sociais de que uma aliança dos Carlos com os Rufinos estaria sendo consolidada.  Correligionários dos Irmãos Rufinos e setores da mídia do seu grupo, já davam como certo que Diego voltaria da capital cearense como companheiro de chapa do candidato do PCdoB dos Irmãos Rufinos. Enquanto isso, desde a noite do dia 14, os pré-candidatos a vereador e correligionários pedetistas viviam momentos de angústia e expressavam a insegurança em grupos de Whatsap. 

A demora de um pronunciamento oficial de Diego, sedimentavam a desconfiança de uma possível decisão que contrariasse o eleitor de oposição. Algumas lideranças e influenciadores em redes sociais, diziam que jamais ele iria aderir a Família e Rufino e que, no máximo, poderia desistir da candidatura. 

A apreensão dos pedetistas ipuenses e fiéis correligionários do grupo Carlos/Rocha Aguiar só foi dissipada na noite do dia 15, após Diego Carlos divulgar um vídeo ao lado do seu padrinho político, Deputado Sergio Aguiar (PDT), confirmando sua candidatura e convidando os munícipes para a sua convenção na noite seguinte. 

DEFESA DO CAPITAL POLÍTICO 

Em síntese: a candidatura de Diego Carlos foi uma forma dele e sua mãe, Toinha, ao lado do Deputado Estadual Sergio Aguiar, manterem seu capital eleitoral em Ipu vivo para outras eleições e conchavos políticos. A tese defendida por Aguiar naqueles negociativos dias 14 e 15, venceu: não se podia deixar os votos de oposição (anti-Rufino) migrarem através do famoso efeito manada para a dupla de candidatos do PROS, Carlos Eduardo (Dr.Cadú) com seu vice Hélio Lopes. Outra realidade era que o PDT também buscava evitar o fortalecimento do candidato Flávio Alves (PDT) que era apoiado pelo ex-prefeito Sávio Pontes.  

A TERCEIRA DERROTA

Superadas essas indecisões, lá se foi o filho da grande líder vitorioso Zezé Carlos para uma terceira candidatura a prefeito de Ipu totalmente desarticulada, sem lideranças políticas consistentes lhe apoiando, sem estrutura econômica e desprovida de articulação política – não esqueçam que o vice (o odontólogo Júnior) da chapa foi um quase desconhecido amigo pessoal de Diego que coincidentemente estava filiado ao PDT. 

É inegável que a candidatura de Diego Carlos foi uma ação despretensiosa em termos de vitória. Um político ausente, sem discurso de oposição que se contrapusesse aos possíveis erros e omissões dos oito anos de gestão municipal e, em especial, sem logística de campanha, acabou sendo decisivo para Sérgio Rufino impor um dos seus sobrinhos (Robério Rufino) como candidato para dar continuidade ao seu comando político em Ipu.

Naturalmente, a candidatura de Diego Carlos foi se fortalecendo muito mais pelo ativismo político do empolgado eleitor de oposição, do que propriamente por uma consistente estratégia vitoriosa de campanha. "O voto útil" dentro da oposição foi travando as candidaturas também oposicionistas de Dr.Cadú (PROS) e Flávio Alves (PSD). Esse último até desistiu de sua candidatura ao Executivo e junto com todos os outros candidatos do PSD ao Legislativo, abandonaram o ex-prefeito Sávio Pontes, declarando apoio ao "12". 

O FIM DO APADRINHAMENTO DE SÁVIO PONTES

Diferentemente do que acontecera em 2012 e 2016 nas derrotas para o Clã dos Rufinos, essa foi a primeira eleição que Diego Carlos partiu sem a base de articulação do ex-prefeito Sávio Pontes, do qual nitidamente buscava desde o início se desvincilhar. Coincidência ou não, sem a articulação de Pontes, Diego sofreu uma sonora derrota com mais de 5.000 votos para o “65” de Sérgio Rufino. 

PERGUNTA COM UMA POSSÍVEL RESPOSTA

O filho de Toinha Carlos pode bater no peito e dizer que os 8.881 votos (36,91%) da oposição são seus?  Resposta Curta - Na prática, sua votação foi uma mescla de votos de oposição advindos também de outras corretes políticas do município. A maioria foram votos de rejeição ao projeto familiar de poder de Sergio Rufino e Irmãos e não, necessariamente, por que acreditavam numa futura "administração Diego Carlos". 

Para essa primeira pergunta, teremos, de certa forma, em 2022, uma espécie de prova dos nove. Guardadas as realidades diferentes dos pleitos, resta saber se o artificie da candidatura do PDT de Ipu em 2020, Deputado Sergio Aguiar, terá uma votação expressiva com base nesses 8.881 votos do “capital político” de Diego Carlos.  

PERGUNTAS AINDA SEM RESPOSTAS

Irá Diego Carlos em 2024 surgir, mais uma vez, como um candidato com as mesmas limitações desse ano, manchando a sua biografia e de sua família para uma temível e histórica quarta derrota eleitoral consecutiva?

Irá a Família Carlos continuar oficialmente resistindo aos assédios políticos do prefeito Sergio Rufino com a força econômica do seu grupo político?

Terá Diego um gesto de grandeza se surgir um candidato com mais reais condições, abrindo a cabeça de chapa para este e lhe dando total apoio para ver ser grupo voltar a vencer?

CERTEZA POLÍTICA

Polêmicas e questionamentos a parte, existe uma realidade que não podemos fugir. Se a oposição quiser um dia voltar ao poder, não desconsiderando outras variáveis políticas, precisará, imprescindivelmente, do apoio do núcleo Toinha-Diego-Marcelo. Até segunda ordem, eles são a base política do voto de oposição ipuense. Toinha (e Zezé Carlos) tem serviço prestado e ainda são referenciais do "voto dos apaixonados", Diego tem carisma e Marcelo (com seus irmãos) tem o poder de articulação política e força econômica. 

Porém, em qualquer situação, se faz necessário deixar de lado as vaidades políticas.

domingo, dezembro 13, 2020

ÁUDIO - CONFIRA EDIÇÃO DO PROGRAMA POLÍTICA EM DEBATE DE SÁBADO (12.12.2020)

Em mais uma edição do Programa Política em Debate na FM Cidade de Ipu, Rárisson Ramon e Kleber Teixeira analisam temas da política nacional e, em especial, da política ipuense.
TEMAS EM DESTAQUE:
A polêmica sucessão da presidência do Congresso Nacional e os interesses do presidente Jair Bolsonaro em eleger nomes de sua confiança.
Os efeitos da vacinação contra Covid e o aumento do custo de vida que podem comprometer a popularidade do presidente.
Como está a ação do MP e a Polícia Federal em meio as apreensões de objetos de candidatos a vereador pelo PCdoB em operação no dia anterior da eleição.
No tabuleiro das eleições para Deputado Estadual em Ipu, Bruno Pedrosa conquista adesões importantes e busca ocupar espaços na oposição. E como fica a candidatura de Sergio Aguiar? 
Passados um mês das eleições ipuenses qual o comportamento dos candidatos derrotados. 

Confira o áudio abaixo.

sábado, dezembro 12, 2020

GENÊSO MORORÓ E BRUNO PEDROSA FIRMAM ALIANÇA PARA 2022.

Quem pensa que a política partidária ipuense está em “off” se engana. Apesar de ter obtido expressivos 1.012 votos e ter sido o 9º mais bem votado, o Vereador Genêso não foi reeleito. Mesmo assim, o empresário está politicamente na ativa e, segundo ele, cuidando dos mais de 1.500 votos que seu grupo político obteve para o legislativo local. 

O vereador que tem ainda mandato até 31 de Dezembro, tem comunicado aos seus correligionários que estará firme e forte com o Deputado Estadual Bruno Pedrosa (PP) nas eleições de 2022. O edil confirma que não só ele, mas também os seus colegas de partidos nas eleições passadas (Perivaldo, Ronaldo e Original) estão fechados com o neto do saudoso cidadão ipuense Jessy Torquato. 

RUPTURA POLÍTICA - Genêso e sua cunhada a ex-vereadora Efigênia Mororó estão totalmente rompidos do ex-prefeito Sávio Pontes. A parceria política deles, a qual foi importante para a votação dos Deputados Domingos Neto (1.763 votos) e Patrícia Aguiar (1.258 votos) nas urnas ipuenses em 2018,  foi desfeita na caminhada eleitoral desse ano.  

Bruno Pedrosa obteve nas eleições estaduais passadas um total de 1.174 votos dos eleitores de Ipu, sendo o quarto mais bem votado. 

sexta-feira, dezembro 11, 2020

DESDE 2006 UM IPUENSE NÃO É ELEITO DEPUTADO ESTADUAL

Os últimos deputados estaduais ipuenses eleitos e com forte militância em sua cidade natal foram Sávio Pontes e Gomes Farias. Portanto, desde 2006 que o Ipu não elege um membro da Assembleia Legislativa. 

Passados quase um mês do pleito municipal, as movimentações políticas para a eleição de Deputado Estadual já começam a ganhar contornos em Ipu. Desta feita, temos um fato novo: o Prefeito Sergio Rufino (PCdoB) sairá candidato à Assembleia Legislativa estadual. 

Rufino trabalhou nas últimas eleições em várias cidades para criar uma estrutura com prefeitos eleitos em vários municípios. Apesar da derrota de sua esposa Ana Rufino em sua candidatura a prefeita de Apuiarés e a também perda da prefeitura de São Gonçalo governada por um cunhado seu, seu projeto continua sendo trabalhado. Acredita-se que existam outros três municípios de médio porte que os gestores estejam negociando com Sérgio para apoia-lo. 

No PCdoB, Sergio Rufino irá disputar espaço com os Deputados da sigla que buscarão a reeleição: Augusta Brito que foi eleita com 67.251 votos e Carlos Felipe que conquistou seu mandato com 35.898 votos. Normalmente, o partido comunista consegue duas cadeiras na casa legislativa. 

O ainda gestor oficial dos ipuenses, deverá fazer dobradinha especialmente com o Deputado Federal Denis Bezerra (PSB). Seu projeto político terá por base, logicamente, o Ipu com os 14.156 votos obtidos por seu sobrinho, Robério Rufino, eleito no pleito passado. Augusta Brito, candidata apoiada pelo grupo de situação nas últimas eleições municipais em 2018, obteve 8.093 votos.

quinta-feira, dezembro 10, 2020

EDUARDO GIRÃO PARA GOVERNADOR EM 2022 - UMA CANDIDATURA EM CONSTRUÇÃO.

O eleitor cearense, em sua maioria, considerando especialmente o seu comportamento nas últimas eleições majoritárias, tem um perfil de centro-esquerda. Nesse sentido, nas eleições governamentais de 2022, um candidato conservador e “taxado” como alinhado com a extrema direita bolsonarista terá dificuldades de ascender ao Poder Executivo do estado.

Capitão Wagner seria então o nome ideal para ser o candidato das oposições ao governo do Ceará? Apesar de ser um nome de vitrine, sobretudo após o seu heroico desempenho nas eleições para a prefeitura de Fortaleza quando o mesmo lutou contra um colossal poder financeiro e de máquina pública, o Deputado Federal do Pros teria dificuldades para penetrar nesse eleitorado de centro-esquerda o qual é mais incisivo nas áreas interioranas alencarinas. Wagner deve ser preservado para 2024 nas eleições municipais de Fortaleza e seguir com sua pavimentada reeleição para a Câmara Federal.

O Senador Eduardo Girão é no cenário atual o melhor nome nos quadros da oposição ao grupo dos Ferreira Gomes e o seu aliado Camilo Santana (PT). Além de ser desvinculado do conservadorismo dos militares com seus “capitães”, Girão tem carisma e grandes possibilidades de conquistar votos em seguimentos eleitorais identificados com o aqui citado perfil majoritário do eleitor cearense. O parlamentar do Podemos também não sacrificaria a sua legislatura, logicamente não descartando um não êxito em 2022, pois não precisaria se descompatibilizar dos seus oito anos de mandato senatorial.

O debate com vistas a 2022 já começou. As oposições partem em um cenário mais competitivo com cidades importantes (Caucaia, Maracanaú, Juazeiro....) que serão agora governadas por prefeitos desvinculados do grupo situacionista do governador Camilo Santana. Coloquemos também na conta o desejo de mudanças do eleitor fortalezense que deu 48% um não ao continuísmo dos Ferreira Gomes.

Sem Tasso Jereissati (PSDB) para atrapalhar as articulações (ou seria sabotar?) das oposições como assim fez em 2018, a tríade Girão-Wagner-Roberto Pessoa tem agora a tarefa de ampliar o arco de alianças e colocar na agenda grupos interessantes como o PMDB de Eunício Oliveira, o PSD de Domingos Filho com seus 28 prefeitos eleitos e o Solidariedade com o dúbio Heitor Ferrer.

segunda-feira, dezembro 07, 2020

CEARÁ - QUAL O PESO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NA SUCESSÃO GOVERNAMENTAL DE 2022?


Passadas as eleições municipais de 2020 já é hora de projetarmos o peso das mesmas na próxima sucessão presidencial. Os extremos saíram derrotados. O PT, pela primeira vez desde a Nova República, não elegeu o prefeito de nenhuma capital e Jair Bolsonaro não conseguiu emplacar seus candidatos. 

O incompetente IBOPE, isso para não chamá-lo de leviano, foi decisivo para a derrota de Capitão Wagner (PROS) para José Sarto (PDT) no segundo turno das eleições em Fortaleza. 

Como fica o cenário para a sucessão de Camilo Santana em 2022? As oposições fortalecidas em cidades importantes terão o Senador Eduardo Girão como candidato contra o grupo dos Fgs? 

Confira também as últimas da política ipuense na parte final do vídeo/áudio.

sexta-feira, setembro 04, 2020

AFORA A MIM MESMO, UM ABRAÇO A QUEM ESTÁ PASSANDO POR AQUI

Depois de uma luta enorme, conseguimos recuperar nosso Blog. Grato ao grande profissional Fagner Freire pela atenção e suporte para voltarmos com nossa página.
Vamos aos poucos aqui postando nossos pontos de vista sobre a política de Ipu e região, bem como sobre outros assuntos que nos interessam. 
a
Nessa novo período do nosso blog, seremos mais confessional e extremamente despreocupados com a "audiência do mesmo". 
Nesse nosso hiato, concluímos que o meu blog fez mais falta a mim mesmo do que a qualquer outros. 
Sigo mais feliz que antes, mais realizado e menos frenético. 

terça-feira, dezembro 31, 2019

AS ÚLTIMAS DA POLÍTICA NACIONAL E DE IPU NESSE FINAL DE 2019

Confiram a minha participação na última edição de 2019 do Programa Política em Debate da FM Cidade de Ipu, apresentado por Rarison Ramon. 

sábado, agosto 03, 2019

Recomendo: FILME-DOCUMENTÁRIO SOBRE A RÚSSIA DOS ROMANOV

Assisti e aprovo essa série que traz como centro os últimos anos do Czar Nicolau II, último monarca russo, deposto pela Revolução Socialista de 1917. Como pano de fundo e um "prato cheio" para nós historiadores, a impecável produção da Netflix aborda o processo de crise iniciada em 1905, a influência do monge Gregori Rasputim sobre as decisões da família imperial e a instabilidade gerada pela 1ª guerra mundial.

CHICO ROCHA PARTIU E DEIXOU UM VAZIO NOS IPUENSES

Uma morte súbita tirou do nosso convívio Francisco de Assis Pinho Belém Rocha, popularmente conhecido como Chico Rocha. Gênio, culto, folclórico, carnavalesco, compositor, sonhador, empreendedor e "maluco beleza", Chico era uma simbiose de bons adjetivos que em cinco minutos de prosa fazia nos sentirmos bem.
Constantemente me deparava com ele as sextas e sábados no Bar do Flavinho aqui pelo Ipu. Com sua eloquência e carisma, Rocha andava ultimamente ora exaltando o Bolsonaro, ora (e sempre) divulgando uma mirabolante ideia para ganhar muito dinheiro. 

Vou guardar na lembrança com carinho quando o agora já nosso saudoso amigo era  candidato a Deputado Estadual em 1986, o qual com o seu carro de som de campanha, um Landau, infernizava os ouvidos dos ipuenses com uma voz feminina ("É  Claro que é Chico Rocha!") que respondia a uma lacônica pergunta sobre em quem ela votaria naquela eleição. Também vou guardar com carinho as suas constantes idas a Churrascaria o Teixeira nos anos 90, quase sempre acompanhado do empresário e grande amigo Flávio Melo, quando o mesmo pedia para que a Dona Cleonice caprichasse no "boi gordo". E, logicamente, não esquecendo da sua épica luta de boxe contra o Serjão no antigo Grêmio Ipuense, fato esse o qual participamos intensamente da "concentração" do então boxeador e ida do mesmo da nossa residência até o local do evento. 

O nosso agora saudoso Ipuense, o qual adorava entoar "caminhando com a solidão" do Beto Barbosa (uma das suas preferidas), deve estar em um outro plano dando boas risadas com seu eterno parceiro Serjão.

Segue uma postagem que fiz quando em mais uma das minhas conversas com Chico Rocha, o mesmo me mostrou mais um dos seus audaciosos projetos para sempre "ganhar muita grana dos gringos".  (Clique aqui)
Chico Rocha, um ser de Luz.

quinta-feira, agosto 01, 2019

MASSA CONCURSOS ABRE TURMAS PARA A SELEÇÃO DE PROFESSORES DA PREFEITURA

Depois de um 2018 com intensas atividades com turmas preparatórias para os concursos da SEDUC e da Prefeitura de Sobral para Assistente Social, Enfermeiros e Professores, o Massa Concursos em parceria com o Colégio Coração de Jesus retorna às suas atividades a partir de 15 de agosto.
Desta feita, o foco central será, mais uma vez, a seleção de professores temporários da Prefeitura de Sobral. Segundo o Presidente do Sindicato dos Servidores, Gilvan Azevedo, em declaração nas redes sociais, a seleção será para um contrato de 48 meses e não de 24 meses como o que está em vigência. 

O Massa Concursos está em atividades sazonais desde 2011, sendo sua equipe composta quase completamente por professores do Farias Brito Sobralense. Uma das marcas do Curso é a maciça aprovação nos concursos do magistério da prefeitura. 

quarta-feira, julho 31, 2019

“É IVO NESSA!” CONTRA A CANOA DOS RODRIGUES

Ivo Gomes e Moses Rodrigues

Alavancado após sua plausível administração em Sobral, Cid Gomes seria eleito Governador do Estado do Ceará em 2006. Contando com o aval do presidente Lula e também com um “apoio branco” do agora Senador Tasso Jereissati, o qual abandonou o candidato do PSDB, Lúcio Alcântara, que tentava a reeleição, Cid seria, portanto, o segundo Ferreira Gomes a comandar o executivo estadual. A não candidatura de Ciro Gomes a presidência da republica naquele ano, pavimentou um aliança com o PT de Lula que naquele momento era o maior cabo eleitoral no Nordeste.  
Em 2014, Cid, já depois de reeleito ao comando do Palácio da Abolição sem dificuldades, fez de Camilo Santana (PT) seu sucessor. 

Enquanto isso na Princesa do Norte uma nova liderança despontaria. Tipicamente burguesa e com um histórico de ascensão econômica por sua esplendida visão empresarial, a família Rodrigues liderada pelo empresário Oscar Rodrigues Júnior, ganhou força econômica e prestígio com as Faculdades Inta (depois Uninta), uma das maiores do interior do Nordeste com sede em Sobral. Em 2014, Moses Rodrigues, foi eleito Deputado Federal pelo PMDB, se projetando como uma referência na oposição ao clã dos “Irmãos FGs” e virtual candidato a Prefeito de Sobral em 2016. 
Diferentemente de muitos empresários locais que evitam qualquer embate com Cid Gomes, Oscar e filhos corajosamente ocupariam um espaço até então vazio na oposição e que não foi devidamente ocupado pelo ausente Dr. Guimarães após sua derrota. O grupo Uninta que tem sua sede administrativa localizada a margem direita do Rio Acaraú começou a cooptar edis, radialistas renomados e cabos eleitorais que "embarcavam na canoa" do iminente candidato Moses Rodrigues e passavam para a outra margem ribeira da política sobralense. 

Nas eleições municipais de 2016, o candidato Ivo Ferreira Gomes representaria a continuidade da hegemonia dos seus irmãos nas terras da Caiçara. Com o slogan “É Ivo Nessa!”, o irmão de Cid vinha de experiências administrativas como Secretário de Estado e Deputado Estadual. Carismático e com um discurso moderado, porém com tiradas sarcásticas que lhe são peculiares, o candidato tinha a seu favor o apoio da influência da máquina pública municipal e estadual. 
Alertados por pesquisas de consumo interno e mediante a “canoa” dos Rodrigues que de vez em quanto vinha para a outra margem do rio Acaraú embarcar um adesista de última hora, os Irmãos Ferreira Gomes acreditavam que, assim como nas eleições de 2012, a divisão da oposição seria imprescindível para uma nova vitória eleitoral. Mas quem poderia cumprir esse papel?
O mesmo Dr. Guimarães que em 2012 deu “um susto” no candidato Clodoveu Arruda, sairia novamente pleiteante ao executivo sobralense. Ficou patente, sobretudo depois da abertura das urnas que deram uma vitória com 51,4% dos votos para Ivo Gomes (PDT), que a divisão das oposições foi um fator importante para o não êxito da mesma, mais uma vez. 

Moses Rodrigues (PMDB) ficou com 40,1% dos votos numa demonstração também da força econômica advinda do poder empresarial da sua família. Outro fato que se repetiu, assim como em 2012, foi a que a votação urbana deu maioria para os votos da oposição.
Guimarães (PSDB), ao final com seus 8.917 votos (7,9%), acabaria por muitos correligionários dos Rodrigues, acusado de ter feito o habitual jogo estratégico dos astutos Ferreira Gomes em dividir a oposição e desidratar uma possível única referência como candidato de oposição. 

A ERA CID GOMES EM SOBRAL (1997-2004)

Cid Gomes e o Veveu Arruda

Cid Gomes iniciaria uma nova fase na história de Sobral, mesmo pertencendo a um clã familiar tradicional da cidade e tendo suas práticas políticas de apadrinhamento e clientelismo semelhantes às tão comuns politicas oligarcas interioranas, faria uma gestão inovadora e inegavelmente provocadora de um divisor de “o antes e o depois” da sua passagem pelo poder municipal. 
Mudando constantemente de sigla partidária e sendo a vitrine administrativa do seu irmão Ciro que se efetivaria nas décadas inicias do século XXI como um sempre candidato a presidência, Cid governaria com uma sólida base legislativa tendo o apoio quase unânime dos vereadores e o controle dos meios de comunicação da cidade, sobretudo do então importante meio radiofônico sobralense. Políticos ainda em projeção como o Padre José Linhares e rebeldes dentro do seu grupo partidário como o empresário e Deputado Sávio Pereira Pontes foram enquadrados. Desafetos como o combativo vereador Luciano Linhares, seriam neutralizados pelo novo status quo local. 
Sobral teve uma mudança radical em sua infraestrutura. A "Era Cid" mudou a cara da cidade com dezenas de obras de grande porte, com o importantíssimo tombamento do Centro Histórico de Sobral pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1999 e a montagem de equipamentos urbanos que otimizaram a máquina administrativa. A cultura e especialmente a educação ganharam uma atenção especial com projetos que se tornariam referência nacional.   

Em 2000, já com a permissão constitucional de reeleição para um segundo mandato, Cid, agora no PPS, foi reeleito sem dificuldades com 68% dos votos válidos. O candidato Marcos Prado (PFL), “o chocolate”, apesar de empolgantes comícios e músicas de campanha que relembravam as épicas eleições protagonizadas por seus familiares, não teve êxito em termos de votos ao buscar resgatar as paixões políticas da outrora vitoriosa Família Prado.

Cid sairia do poder em 2004, deixando o comando da prefeitura para os sempre confiáveis aliados Leônidas Cristino (2004- 2010) e Clodoveu Arruda (2010-2016). Este último, apesar de um histórico membro do PT sobralense, sempre esteve em primeira ordem com sua esposa Izolda Sela, incondicionalmente apoiando os Irmãos Ferreira Gomes. 
Diferentemente de Leônidas que fora reeleito em 2008 sendo praticamente candidato único, pois a oposição desarticulada não apresentou um tradicional candidato, “Veveu” Arruda, por sua vez, teve grandes dificuldades em 2012 para derrotar o abastado e quase desconhecido Dr. Guimarães. Para muitos, uma candidatura de última hora de Marcos Prado foi implicitamente fomentada pelos partidários de Cid Gomes para dividir a oposição. Veveu venceu com a aprovação de pouco mais da metade do povo sobralense (50,34% dos votos válidos). 


Texto escrito pelo Professor Kleber Teixeira Santos - 
FAVOR NÃO COMETER PLÁGIO! 

Colabore com esse texto: 88 - 99987 8081 (Whatsap)

A ASCENSÃO DOS FERREIRA GOMES AO COMANDO DE SOBRAL

Cid Gomes

Fazendo valer a frase do escritor Lustosa da Costa de que “Sobral é uma terra de cenas fortes”, o ano de 1994 seria marcado por uma grave crise política com constantes mudanças de prefeito em meio a ações impetradas na justiça e tensas sessões no legislativo local. A gestão de Ricardo Barreto foi alvo de denúncias de corrupção vindas especialmente da Câmara Municipal, sendo o advogado e vereador Clodoveu Arruda um dos líderes dessa empreitada. A oposição a Ricardo Barreto se fortalecia com a aliança do Vice-Prefeito Aldenor Façanha Júnior com os irmãos Ferreira Gomes, não esquecendo de uma intensa campanha radiofônica contra e a favor do gestor que agitava a cidade. Por vários meses em meio às querelas judiciais nos tribunais, a cidade amanhecia com um prefeito e anoitecia com outro. Ricardo foi afastado do cargo pelos Vereadores da Câmara Municipal e Aldenor Junior concluiria o seu mandato até dezembro de 1996. 
Atribui-se a queda do Dr. Ricardo, considerando os vícios de membros do Poder Legislativo local e os equívocos do Poder Judiciário ainda fortemente lamentáveis e suscetíveis as influências políticas à época, muito mais pela influência dos Ferreira Gomes junto as órbitas governamentais e municipais, e bem menos pelas ações de improbidade administrativa em seus menos de dois anos de gestão. Correligionários do prefeito afastado acusavam o governador Ciro Gomes de ter montado no Palácio do Cambeba um QG com ações articuladas para tirar o poder do seu inimigo político em Sobral.    
Anos depois, a Justiça absolveu Ricardo Barreto. O Vereador Zezão (José Crisóstomo Barroso Ibiapina), personagem do legislativo também da época, também admitiu em uma sessão da Câmara que aquela querela ocorrida há mais de 25 anos atrás tinha sido todo “um esquema” armado e que ele – colocando uma mea-culpa – se arrependia de ter participado. A polêmica e corajosa declaração de Zezão - (testemunha ocular dos episódios e bastidores) em tribuna em uma sessão não foi contestada, inclusive por vários edis presentes e que também eram vereadores no biênio 1993-1994.  


Nas eleições de 1996, o Deputado Estadual Cid Gomes (PSDB) seria o candidato situacionista com o apoio do prefeito Aldenor Júnior e do governador Tasso Jereissati (PSDB) que tinha voltado ao cargo para um novo mandato. Ciro Gomes, por sua vez, após uma rápida passagem pelo Ministério da Fazenda durante a implantação do Plano Real em 1994 no governo do presidente Itamar Franco, era agora - mais do que antes em meio a uma projeção nacional que o habilitava como candidato a presidência - o grande cabo eleitoral do irmão. A implantação da Fábrica de calçados Grendene, a qual projetava mais de 20.000 empregos diretos e articulada por Ciro quando governador, era um sinal de uma proposta de gestão inovadora que faria de Sobral um polo de progresso interiorano. Cid teria como Vice Edilson Aragão do PT, numa bizarra demonstração que os teóricos e sempre contraditórios seguidores de Lula em Sobral beijavam “o altar” do PSDB para chegarem ao “santo” que era o estar no poder. 
Mas quem seria o candidato da oposição? 

Os Barretos e os Prados, enfraquecidos já sem o suporte do poder político estadual e também devido a uma nítida falta de renovação familiar consistente em seus quadros, não tinham mais forças para um embate eleitoral competitivo. Tomás Figueiredo, prefeito de Santa Quitéria e que tinha origem familiar em Sobral, lançou sua esposa, a Deputada Cândida Figueiredo (PDT), como candidata aproveitando o vácuo das oposições na terra de Dom José. O jovem Marcos Prado (PFL), por sua vez, filho de José Prado, faria uma candidatura - a primeira de várias outras em anos posteriores - vista para muitos com desconfiança, pois suas pretensões colaborariam para a desidratação da candidatura de Cândida (PDT) e do seu vice, o Padre José Linhares (PRB). 
Ao final, Cid seria eleito com estrondosos 63,9% dos votos. Os filhos do Dr. José Euclides Ferreira Gomes tendo sempre o seu filho primogênito como o articulador-mor iniciariam uma nova etapa na História política de Sobral. No epicentro desse processo está, indiscutivelmente, o poder dado por Tasso Jereissati a partir do final da década de 1980 aos seus aliados sobralenses.  


Texto escrito pelo Professor Kleber Teixeira Santos - 
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