domingo, dezembro 28, 2025

INSTITUTO PARANÁ APONTA QUE FLÁVIO BOLSONARO GANHA MUSCULATURA ELEITORAL

Inelegível, preso e adoentado, Jair Bolsonaro jogou bem ao lançar oficialmente seu filho "mais moderado", o Senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato a presidente. Antecipando a jogada, o ex-presidente tem nitidamente e emergencialmente o objetivo de manter o capital político do bolsonarismo e, ao mesmo tempo, ocupar espaço em meio a outros nomes do campo da direita que existem ou poderiam emergir na corrida preseidencial.

As últimas pesquisas desse final de dezembro de 2025, sobretudo a do assertivo Instituto Paraná, mostram que Flávio já está computando a intenção de voto do eleitor de direita, herdando as intenções de voto que seriam de seu pai e logo de partida empatando tecnicamente com Lula (PT) em um eventual segundo turno. Posto isso, percebe-se que teremos mais uma eleição polarizada se projetando na disputa presidencial.

Com esse cenário e sem o candidato preferido do centrão partidário, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, fora do páreo com sua fidelidade aos Bolsonaros, Flávio ganha musculatura e mostra competitividade e não será uma “moeda de troca” ou um “balão de ensaio” como alguns querem acreditar. Enquanto também os outros nomes do campo da direita ou mais ao centro político – Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior – não tomam a decisão de entrar oficialmente com suas pré-candidaturas ao comando do Brasil, o filho do Jair deverá ganhar cada vez mais musculatura nas novas rodadas de pesquisa.  

Vejamos os dados da pesquisa:

A pesquisa foi feita com base em uma amostra de 2.038 eleitores em 163 municípios brasileiros nas 27 unidades federativas, entre os dias 18 e 22 de dezembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. Veja abaixo o cenário 2 com o nome de Flávio no lugar de Jair Bolsonaro:


Segundo turno contra Lula:




sábado, dezembro 27, 2025

O JOGO TRUNCADO NA POLÍTICA IPUENSE DE ADESÕES PARTIDÁRIAS

Considerando a política de cooptações partidárias tendo como epicentro o poder legislativo com seus titulares e suplentes, podemos dizer que a política ipuense nesse primeiro ano da gestão da Prefeita Milena Damasceno (PT) foi marcada por um jogo truncado sem grandes mudanças no placar.

Em meio às expectativas e considerando o histórico vulnerável dos vereadores de Ipu quando estão fora do poder, não houve a adesão de nenhum dos sete edis eleitos pela agora oposição ao grupo político da Praia, liderado pela prefeita e seu marido e líder político Lindbergh Martins. Especulações não faltaram, mas o “G-7” se manteve fiel ao líder oposicionista Sérgio Rufino (PSB). 

Essa fidelidade, inegavelmente, deu um cenário diferente de outras legislaturas e manteve Sérgio Rufino vivo na política ipuense com o controle político da Câmara Municipal. Ato reflexo, os calorosos embates no Poder Legislativo entre oposição e situação, fizeram a política municipal ter seu ponto de efervescência nas noites de terça-feira, quando as sessões ordinárias acontecem.

SUPLENTES COOPTADOS

Mesmo com esse cenário que ainda reflete o clima de acirramento do pleito de 2024, o grupo da Praia se movimentou. Ainda em fevereiro, o primeiro suplente do PDT com 514 votos, Leandro Maizena, passou a integrar a gestão da prefeita Milena. No percurso do ano, mais dois suplentes que estiveram em 2024 apoiando os Rufinos passaram para a ala praiana: Expedito Ferro (do PDT com 311 votos) e Gleysão Azevedo (PSB com 296 votos). É pouco? Não nesse contexto acirrado que ainda se encontra a cidade, pois aqui em tese temos "o peso 2" com mais de 1.000 votos que saíram dos Rufinos e que teoricamente vieram para a ala praiana. 

No outro campo, ou seja, o da oposição rufinista, esta não conseguiu furar a coesão do grupo político da prefeita Milena. Como já era esperado, quem tem a máquina pública na mão tem mais cartas na mesa e dificilmente perde apoios nos primeiros anos de mandato, a não ser por inabilidade política. 

SEGUE O JOGO  ATÉ ...

Acredita-se que o 2026 seguirá nesse jogo truncado, ainda mais agora com a já desenhada acirradíssima eleições para deputado com forte  embate entre oposição e situação. Todavia, somente após os resultados das eleições governamentais e legislativas é que teremos a possibilidade de novas movimentações com vistas à composição das bancadas legislativas em meio à sucessão da presidência da Câmara Municipal.  

quinta-feira, dezembro 25, 2025

CONTRADIÇÃO - GOVERNADOR ARTICULA ALIANÇA DE CID COM MOSES E OSCAR

A histórica vitória do empresário Oscar Rodrigues (UB) em 2024 na disputa pela Prefeitura de Sobral, derrotando o clã Ferreira Gomes que comandava a cidade por quase trinta anos, está sendo desbotada ideologicamente por ele próprio e seu filho, o deputado federal Moses Rodrigues (UB), logo na primeira metade do seu mandato. E do outro lado dessa moeda, também temos os Irmãos Ferreira Gomes (Cid, Ivo e Lia) negligenciando essa discrepante jogada eleitoral para 2026, que tem como pano de fundo a sucessão estadual e as vagas para o senado em disputa.  

CONTRADIÇÃO

O dono das Faculdades Uninta foi eleito prefeito de Sobral com uma maioria apertada de 52% dos votos. Porém já esqueceu que grande parte dos 65.138 votos que obteve nas urnas sobralenses foram ocasionalmente conquistados por um viés ideológico (ou emocional) daqueles que queriam dar um “não” ao ciclo dos Ferreira Gomes com seus históricos aliados do PT do governador Elmano de Freitas. Não podemos esquecer que o prefeito Oscar foi também um entusiasta e engajado eleitor de Jair Bolsonaro em 2022 e, em sua escalada à prefeitura, contou com o apoio total dos bolsonaristas da Princesa do Norte, os quais, grande parte, estão acomodados dentro da gestão municipal.

VAGA NO SENADO

Nos últimos meses e para surpresa de muitos eleitores atentos, Oscar e Moses iniciaram um “namoro político” com o PT. Nesse ambíguo jogo de xadrez, está em pauta uma troca de moeda: o deputado Moses Rodrigues traz o seu partido União Brasil (que está em fusão com o PP) para palanque do governador Elmano de Freitas, que tentará a reeleição e, em troca, ele (Moses) sairá como um dos dois candidatos ao Senado da base governista. O outro candidato governista, certamente será Cid Gomes ou alguém indicado por ele filiado ao seu PSB.

“COM O AVAL DE CID”

Na última segunda-feira, 22/12, o governador teve uma agenda oficial em Sobral e foi recebido por Oscar e Moses. Trocaram afagos políticos e sinalizaram a aliança política para o pleito de 2026. Caso essa aliança realmente se consolide - pois aqui considerado que exista (pasmem!!!) o consentimento dado por Cid a essa cooptação, como assim foi dito por Elmano em recente entrevista ao Diário do Nordeste, teremos uma bizarra aliança de dois grupos que desde 2016 se digladiam na arena política de Sobral.

FALTA AINDA COMBINAR COM O ELEITOR

Em meio a essa política da conveniência, certamente teremos muitos eleitores - tanto de um lado como do outro - se sentindo lesados e prontos para dar um protesto nas urnas.  

Voto obtido, nem sempre é voto repetido. 

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segunda-feira, dezembro 22, 2025

APÓS INELEGIBILIDADE, SÉRGIO RUFINO FAZ GRAVES ACUSAÇÕES AO PODER JUDICIÁRIO DE IPU

Na última sexta-feira, 18/12, o ex-prefeito de Ipu e candidato derrotado na última eleição municipal, Sérgio Rufino (PSB), em seu pronunciamento nos microfones da FM Liberdade, fez acusações graves ao Poder Judiciário local que tem em seu comando a Meritíssima Juíza Dra. Edwiges Coelho Girão. 

Após perder em três tentativas de impugnação da eleição da prefeita Milena Damasceno (PT) em primeira e segunda instâncias judiciais, Sérgio, na última quinta-feira (17), sofreu mais uma derrota no Poder Judiciário local ao ser declarado inelegível com a punição de “abuso do poder político”, ao lado da vice de sua chapa, Betina Oliveira (PSB), e do então prefeito e seu sobrinho Robério Rufino (PSB).

“IMORALIDADE” E “JOGO COMBINADO”

Na entrevista radiofônica, além de contestar o veredicto da Juíza da comarca de Ipu – o qual cabe recurso em segunda instância, Rufino, de forma incisiva, disse que “todos já sabiam o resultado”, transparecendo que as decisões da Justiça já eram dirigidas e publicitadas de maneira parcial, sendo também deixada a sentença dele para ser “a última”. Sérgio disse que não vai nem recorrer da decisão da Meritíssima de Ipu, insinuando que já sabe de uma espécie de “modo operandi” da mesma.

Em sua narrativa, o líder da oposição citou suas versões sobre o teor das três denúncias contra supostos abusos de campanha da prefeita Milena, as quais não foram acatadas pela Justiça.

Fugindo do seu estilo moderado, o líder do clã Rufino seguiu acusando o Judiciário de Ipu de “abuso do poder” e de negligência em uma apuração de áudios vazados que, segundo ele, relatavam cooptações via pix de membros do seu grupo por parte de coordenadores de campanha do então grupo de oposição.
CONFIRA O ÁUDIO DA PARTE POLÊMICA DA ENTREVISTA