sábado, dezembro 27, 2025

O JOGO TRUNCADO NA POLÍTICA IPUENSE DE ADESÕES PARTIDÁRIAS

Considerando a política de cooptações partidárias tendo como epicentro o poder legislativo com seus titulares e suplentes, podemos dizer que a política ipuense nesse primeiro ano da gestão da Prefeita Milena Damasceno (PT) foi marcada por um jogo truncado sem grandes mudanças no placar.

Em meio às expectativas e considerando o histórico vulnerável dos vereadores de Ipu quando estão fora do poder, não houve a adesão de nenhum dos sete edis eleitos pela agora oposição ao grupo político da Praia, liderado pela prefeita e seu marido e líder político Lindbergh Martins. Especulações não faltaram, mas o “G-7” se manteve fiel ao líder oposicionista Sérgio Rufino (PSB). 

Essa fidelidade, inegavelmente, deu um cenário diferente de outras legislaturas e manteve Sérgio Rufino vivo na política ipuense com o controle político da Câmara Municipal. Ato reflexo, os calorosos embates no Poder Legislativo entre oposição e situação, fizeram a política municipal ter seu ponto de efervescência nas noites de terça-feira, quando as sessões ordinárias acontecem.

SUPLENTES COOPTADOS

Mesmo com esse cenário que ainda reflete o clima de acirramento do pleito de 2024, o grupo da Praia se movimentou. Ainda em fevereiro, o primeiro suplente do PDT com 514 votos, Leandro Maizena, passou a integrar a gestão da prefeita Milena. No percurso do ano, mais dois suplentes que estiveram em 2024 apoiando os Rufinos passaram para a ala praiana: Expedito Ferro (do PDT com 311 votos) e Gleysão Azevedo (PSB com 296 votos). É pouco? Não nesse contexto acirrado que ainda se encontra a cidade, pois aqui em tese temos "o peso 2" com mais de 1.000 votos que saíram dos Rufinos e que teoricamente vieram para a ala praiana. 

No outro campo, ou seja, o da oposição rufinista, esta não conseguiu furar a coesão do grupo político da prefeita Milena. Como já era esperado, quem tem a máquina pública na mão tem mais cartas na mesa e dificilmente perde apoios nos primeiros anos de mandato, a não ser por inabilidade política. 

SEGUE O JOGO  ATÉ ...

Acredita-se que o 2026 seguirá nesse jogo truncado, ainda mais agora com a já desenhada acirradíssima eleições para deputado com forte  embate entre oposição e situação. Todavia, somente após os resultados das eleições governamentais e legislativas é que teremos a possibilidade de novas movimentações com vistas à composição das bancadas legislativas em meio à sucessão da presidência da Câmara Municipal.  

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