A primeira semana de 2026 foi marcada em Sobral por cenas fortes na política partidária local com desdobramentos e sinais políticos para a sucessão governamental. O protagonista dessa temperatura máxima foi o ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PSB), o qual fez uma verdadeira peregrinação em várias emissoras de rádio local.
NÃO TEM COMPROMISSO COM A REELEIÇÃO DE ELMANO
No estilo supersincero que lhe é peculiar e com seu já marcante tom sarcástico, o Ferreira Gomes atacou duramente a gestão do prefeito Oscar Rodrigues (UB), utilizando termos demeritórios como “Oscaralzaweimer” e “Oscartório” se referindo ao seu opositor político. E, quando indagado sobre a aliança entre os Rodrigues de Sobral (Oscar e seu filho Moses) com o governo Elmano de Freitas (PT), Ivo sentenciou que não sobe no palanque e que não tem mais compromisso eleitoral com a candidatura de reeleição do petista. Ainda nesse sentido, Ivo não descartou votar para governador em seu irmão Ciro Gomes (PSDB).
CHAGAS VIEIRA, O RASPUTIM.
Contrariado com a aliança dos Rodrigues com Elmano, Ivo bateu pesado no secretário de governo Chagas Vieira e articulador desse conchavo político que tem como virtual ponto central a cooptação do União Brasil (UB), que é o partido dos seus opositores. O ex-prefeito de Sobral chamou Chagas de Rasputin, referindo-se ao bizarro curandeiro acusado de ser o maior responsável pela queda do Império Russo em 1917 com suas influências políticas sobre o palácio.
ATAQUE A CAMILO
Em outra fala, o alvo foi o ministro da Educação, Camilo Santana, a quem Ivo chamou de um "João Ninguém" que passou a ter relevância graças a Cid Gomes. "Camilo Santana mudou ao longo do tempo e não consigo me enxergar, talvez esteja sendo pessimista, como aliado do Camilo. Camilo não é mais a mesma pessoa. Ele se esqueceu de que era um João Ninguém, e que Cid fez dele tudo. E hoje a preocupação maior do Camilo é destruir o Cid".
NÃO APOIA JÚNIOR MANO AO SENADO
Reclamando por não ter espaço político dentro do grupo situacionista, o ex-gestor sobralense também criticou a pré-candidatura ao Senado do deputado e ex-bolsonarista Júnior Mano (PSB) a qual é apadrinhada por seu irmão Cid. Júnior Mano mantém "vínculos muito fortes com o Centrão", o que o afasta de qualquer possibilidade de voto, sobretudo em uma disputa para o Senado.
INCERTEZAS E UMA CERTEZA
As falas de Ivo Gomes não podem ser vistas como isoladas dentro do clã Ferreira Gomes, que teoricamente segue dividido com o senador Cid Gomes de um lado e seu irmão Ciro Gomes do outro. Nitidamente, as declarações são mais um componente de uma sucessão estadual acirrada e com inevitáveis rupturas políticas que acontecerão ainda nesse primeiro semestre. Mas todo o Ceará político já sabe: os Ferreira Gomes são mais do que nunca o epicentro da sucessão governamental do Ceará.
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