FRACASSOS ELEITORAIS
Elmano vinha de duas derrotas eleitorais: uma na disputa da Prefeitura de Fortaleza em 2012 como candidato governista (apoiado pela então prefeita Luizianne Lins), sendo vencido por Roberto Cláudio no segundo turno. A outra derrota foi em 2020, quando, de maneira negativamente fragorosa, ficou em um discreto quarto lugar ao disputar a prefeitura da metropolitana Caucaia. Quando seu nome emergiu, sobretudo por ser um petista raiz avalizado por Lula, ainda havia uma desconfiança forte, pois os candidatos Roberto Cláudio e Capitão Wagner lideravam inicialmente com folga as pesquisas eleitorais.
SISUDO E NA DEFENSIVA
O chefe do executivo cearense tem um layout sisudo de advogado de acusação. Seus pronunciamentos sempre estão em um tom defensivo. Freitas não consegue ter uma luz própria, pois ainda é visto como um “gerente” do governo Camilo Santana, que extraoficialmente não terminou.
O GARGALO DA VIOLÊNCIA
Passados quase quatro anos de mandato e apesar dos grandes investimentos em segurança pública, o governo Elmano não conseguiu tirar o Ceará do mapa da violência do país em meio à guerra entre as facções que continua trazendo um quadro de ineficiência ao governo petista. Os números da violência certamente serão um ponto negativo para ele nos embates com seus adversários.
O FATOR CIRO
Até meados de 2024, Elmano caminhava para uma tentativa de reeleição tranquila. Apesar do fortalecimento do eleitorado de direita em Fortaleza com a quase vitória do jovem André Fernandes (PL) na disputa da prefeitura, o governador não visualizava alguém que pudesse disputar com ele e com a máquina pública do estado em 2026. André, por exemplo, que não tem a idade mínima de 30 anos, não seria candidato.
Daí surgiu o ex-governador Ciro Gomes com seu poder de competitividade e de reparação eleitoral do povo cearense que nunca o viu como presidente em suas tentativas. Ciro se movimenta e faz a peça do tabuleiro ficar um solo pantanoso para Elmano e sua “iminência parda” e secretário, Chagas Viera.
SINAL AMARELO
Com pesquisas para consumo interno nas mãos, o comando nacional do PT, que não quer correr o risco de perder um dos quatro estados que governa no país – lembrando que na Bahia e em Sergipe o cenário para a reeleição dos governadores petistas está nebuloso –, não descarta a possibilidade de “sacar” Elmano e colocar o Ministro Camilo Santana como candidato. Nessas negociações, certamente o hoje governador teria uma saída honrosa como candidato ao Senado.
Kleber Teixeira Santos (Blog do KT)

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